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As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

Ainda vou a tempo de vos desejar bom ano?

Quando somos crianças achamos que somos os donos do mundo e que conseguimos tudo. Depois o brinquedo parte e ficamos desiludidas porque era suposto aquilo durar para sempre. Entretanto o joelho esfola e choramos de dor a pensar como é possível que algo tão mau nos aconteça.

Vamos crescendo e o coração parte porque o nosso “fraquinho” acha que não somos boas o suficiente para ele. A auto-estima dói porque as miúdas populares da escola não querem ser nossas amigas. Sofremos em silêncio porque temos boas notas e somos gozadas e chamadas de marronas.

Chegamos à idade adulta e, mais maduras, desvalorizamos todas aquelas dores do passado por serem patéticas. Mas ficamos frustradas porque não temos dinheiro para fazer o investimento que queremos. Ficamos tristes porque para o conseguir deixamos muitas das coisas que nos faziam bem. Damos por nós a trabalhar num local que não tem nada a ver com o que almejávamos e a ir abaixo porque alguém superior não valoriza o nosso trabalho. A ditadura de beleza deita-nos ao chão porque não temos as medidas perfeitas (?!?) das modelos das Victoria’s Secret. E o pior, somos impotentes perante a dor e a doença dos que nos rodeiam e a quem queremos bem.

Talvez a esta hora já deveríamos saber que nada é garantido nesta vida. Que quem nasce só tem uma única certeza é a de que também morre. E mesmo sabendo que é o que nos espera sofremos, revoltamo-nos e entristecemos quando isso acontece.

Talvez a esta hora seria uma boa altura de deixarmos de nos sentir mal pelo que não temos e começar a agradecer tudo o que vivemos. Agradecer as pessoas maravilhosas que passam por nós e lá continuam. Agradecer os lugares que temos oportunidade de conhecer. Agradecer aqueles momentos que nos arrepiam todos os pêlos dos braços. Agradecer por respirar.

Se à morte ninguém escapa talvez seja hora de aprender a viver com isso, a arriscar mais e a vencer os nossos medos. Talvez seja hora de ter tranquilidade no coração, calma na alma e confiança em nós e no que valemos. Em aproveitar o lado bom da vida e a viver de consciência tranquila que enquanto cá estivermos fazemos o que for possível para valer a pena.

Ainda vou a tempo de vos desejar bom ano?

P.S. É bom estar de volta. Nem que seja só com um post :)

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