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As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

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Caminho de Santiago - Parte II

Olá!

Há algum tempo que não passo cá... Quem me tem seguido no instagram ainda vai vendo uma ou outra peripécia em que me coloco. Decidi passar hoje porque acabei de chegar de férias. Essas que foram aproveitadas não para descansar mas para continuar algo que comecei o ano passado, o meu caminho de Santiago. 

O ano passado, mais concretamente em Março, decidi embarcar numa aventura que já tinha planeado há anos. Na altura fui de Valença até Santiago de Compostela numa jornada que me inspirou e me desafiou mas que foi completamente gratificante. (Podem ver mas aqui).

Este ano decidi que estava na altura de percorrer outra vez os caminhos mas em modo diferente. Em vez de ir até Santiago, saí de lá e fui até Finisterra, que supostamente era onde acabava o caminho original antes da Igreja se colocar nesta peregrinação, mas isso é outra história. As minhas companheiras de caminho com as quais originalmente iria outra vez tiveram à última da hora outros caminhos para percorrer e não puderam. De qualquer forma não fui sozinha. Levei um amigo e duas primas que são como irmãs para mim. 

Foram 4 dias e quase 100 km com altos e baixos na moral e principalmente nos trilhos que percorríamos, com ais, uis e não aguento que afinal era mentira porque todos aguentamos, com pessoas fantásticas e coincidências que só mesmo o caminho para nos apresentar, com espírito de equipa e ânimo, com força transmitida por quem passávamos e encorajadores "Falta pouco!", com pés moídos, pernas cansadas e cara queimada do sol mas que valeram a pena quando chegamos ao marco do km 0 e avistamos a imensidão do mar em Finisterra.

Chegar à meta tem aquela sensação de não andamos mais. Aquela sensação de dever cumprido. Aquela sensação que não faço ideia de como exprimir. Naquele momento não importa se algum dia chegaremos perto da versão de pessoa que gostavamos de ser, os problemas que nos tentam pôr em baixo ou se algumas pessoas não gostam de nós da forma que desejavamos que o fizessem.  Naquele momento chegamos a Finisterra. Cumprimos o objectivo. E estar na escarpa do farol de pés ao alto a levar com a brisa do mar na cara e no cabelo é o melhor prémio que poderíamos receber.

Não sei se farei do caminho uma rotina anual ou se torno a fazer outro daqui a 20 anos ou nunca mais. Sei apenas que a partir de momento que vives o caminho ele passa a viver em ti.

Deixo-vos algumas fotos. E caso estejam interessados em fazer o mesmo força! E Buen Camiño!

 

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(Fotos da minha autoria e da autoria de companheiros do caminho)

 

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