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As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

O apocalipse natalício

Imaginem um Natal em que a família, na volta dos 30 elementos qual máfia italiana, se senta à mesa, come como se não houvesse amanhã e fala com uns tons demasiado acima do normal, fazendo com que quase ninguém se entenda, e acompanhando com gestos que normalmente entornam um copito de vinho na toalha.

Passa-se para a parte das sobremesas, que dura até se desembrulhar os presentes, onde existe todo o tipo de sentimentos. Vivenciamos a culpa enquanto engolimos mais uma rabanada e pensamos nas calorias que não vamos conseguir perder. Presenciamos o desespero na cara dos putos que de 10 em 10 minutos berram se já podem abrir as prendas. O tédio dos adolescentes a trocar sms com as caras metade que estas cenas de família são uma seca. As discussões acesas dos cotas da sueca porque um não soube corresponder à cartada do parceiro. Os dramas familiares que há tanto tempo que ninguém casa. A tristeza quando alguém se lembra de evocar o nome de quem já não passa mais o Natal connosco. E até o historial clínico porque um anda ruim dos ossos, outro não vê nada e ainda há o que está com diabetes (normalmente os últimos fazem a queixa acompanhada com mais uma fatia de bolo rei).

Chegada a hora das prendas as emoções continuam ao rubro. A histeria dos miúdos quando recebem o que queriam. A euforia de receber um presente que não contávamos mas é mesmo a nossa cara. A lamechice daquele presente que nos deixa de lágrima no canto do olho. E ainda a desilusão de mais um par de meias, mas muito bem disfarçada com um "Estava mesmo a precisar". A competição de quem recebe mais prendas. (Normalmente eu). E o entusiasmo da reportagem fotográfica para mais tarde recordar (normalmente eu também). No fim tudo o que resta é um mar de papel de embrulho no chão qual tsunami que tenha passado por aquele lugar.

Portanto se o vosso natal não é só paz e amor não fiquem tristes. Eu tenho uma espécie de Apocalipse natalício com sangue suor e lágrimas. Com emoções fortes. Digno de Dom Corleone. E adoro. Tanto que já ando a contar os dias. By the way... Faltam 9 ;)

 

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