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As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

A era dos filtros

Vivemos na era dos filtros. As pessoas tiram uma foto e antes a postar nas redes sociais é só filtros, embelezamentos, photoshops entre outras mudanças, tudo pela busca dos 1500 likes e de comentários a gabar a beleza natural que de natural tem pouco. E depois passamos pelas pessoas na rua e não as reconhecemos. Ou elas são identificadas em fotos de terceiros e nem parecem as mesmas. Apesar de tudo estes filtros não me incomodam e a meu ver são os mais inofensivos.

O problema são os outros filtros. Pessoas que gostam de se passar pelo que não são. Que gostam de provocar, de infernizar, ou pelo menos tentar, a vida aos outros. Pessoas que parecem não fazer mal a uma mosca e no fundo tentam fazer mal a toda a gente, ou pelo menos, aquelas que acham que serão concorrência em algum aspeto seja no campo profissional, pessoal ou até de relacionamentos.  Nunca gostei desse género de filtros. Até porque no meu caso se não gosto de algo por muito que não abra a boca nota-se na minha cara. Mas o facto de não gostar desse género de gente não quer dizer que lhes faça o mesmo. Se toda a gente tentasse infernizar a minha vida como eu infernizo a deles estaríamos todos a viver em paz. Sim eu digo tentar porque até posso reparar quando alguém me tenta “atacar” mas faço de conta porque honestamente as coisas e pessoas só têm a importância que nós lhe dermos. E como já disse numa crónica anterior as pessoas que atualmente não gostam de mim e tentam picar-me não me conseguem pôr mal nem chateada apenas e só me dão sono. E isso não era necessário porque já sofro de sono que chegue.

Portanto meus caros, filtros só no instagram para embelezar paisagens e parecer que somos fotógrafos profissionais, porque lá a vida é sempre perfeita. Na vida real, aquela que nem sempre corre bem, usem filtros só para filtrar o que de bom nos acontece, os amigos que valem a pena… Ou para filtrar o chá. Filtros para me fazer melhor que alguém dispenso. Até porque não estou acima de ninguém… Mas também não estou abaixo. E parecer uma pessoa super simpática, super querida e amorosa e depois andar a tentar tramar os outros ou a picar por querer algo que as outras pessoas têm ou tiveram… Não dá para mim. E também não deveria dar para vocês. De facto vivemos na era dos filtros. Não vão em modas e façam como eu, fiquem-se pelos das redes sociais.

O Mapa que me leva até ti

Este é o meu mais recente acompanhante. 

Uma leitura leve, a chamar o Verão que por estes dias não quer aparecer.

E apesar de não ser grande fã de romances estou a gostar.

 

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"Heather já acabou os estudos e está prestes a aceitar uma proposta de emprego num grande banco em Manhattan. Antes disso, no entanto, decide fazer uma viagem de comboio pela Europa com as amigas. Umas férias merecidas, antes de começar a vida adulta.

Até aqui, tudo normal, certo?

Mas quando um rapaz chamado Jack lhe pede licença e trepa pelo seu assento no comboio para se deitar a dormir no compartimento de bagagens, Heather percebe que esta viagem talvez não vá ser tão normal assim. Chegados a Amesterdão, já são inseparáveis.

Enquanto descobrem os canais da cidade holandesa, Jack partilha com Heather os motivos da sua viagem. Tem um velho diário, do seu avô, que refere todos os sítios aonde quer ir.

O casal, juntamente com uma série de amigos, vai acabar por percorrer o itinerário do avô de Jack o melhor que pode.
Mas será que Jack está a contar a Heather tudo sobre o seu passado? E será o encanto do velho continente suficiente para cimentar um amor que apareceu do nada?"

 

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É de leitura fácil. E o facto de se passar numa viagem pela Europa e eu ser fã de viagens ajuda, claro.

Recorda-me um pouco o "Antes de Amanhecer".

Ainda só vou a meio mas mais uma tardezita dedicada a ele e despacho-o. :)

E por aí? Já leram?

 

 

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Os teus olhos lembram o mar

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. Azuis esverdeados nos dias coloridos qual dia de praia no Verão e cinza quando não estou bem ou os dias estão cinzentos.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E para mim era o suficiente. Quando os problemas surgissem era só ver que se tenho o mar nos olhos então também tenho a força para manter a calma à superfície quando por dentro tudo está agitado. Se tenho o mar nos olhos também tenho a mesma prontidão para contornar os obstáculos depois de ver que bater de frente não é solução tal e qual a água. Se tenho o mar nos olhos então também nos dias em que por muito brava que estivesse se me soubesses apaziguar com a palavra certa toda a ira se espumaria tal e qual a onda quando chega à areia.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E isso nem sempre é bom. O mar não é calmo, nunca será e está apenas à altura do bom marinheiro. O mar também atraiçoa assim como os meus olhos o fazem sempre que tento esconder algo que não quero que se saiba ou quando a boca não está em conformidade com o coração. O mar também destrói. Destrói o que é mau mas também destrói o que é bom. O mar é salgado e tu não soubeste como lidar quando eu em vez de doce era apenas sal.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E eu ouvia e ficava feliz, ridícula, patética como ficam sempre os intervenientes das histórias de amor que acontecem todos os dias. Sim porque se não ficamos patéticos de vez em quando então não é lá grande história. Todos os amores têm sempre um pouquinho de ridículo.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E agora passado todo este tempo por vezes pergunto-me: “E tu? Ao veres o mar ainda te lembras dos meus olhos?”

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(imagem retirada da web)

 

Há dias que é tão isto...

 

"Aceita!

Aceita o que a vida te dá. Não te resignes com o pouco, mas não queiras o que não é teu! O que não te pertence. O que não te serve.

Não tentes calçar sapatos apertados! Por muito que eles te pareçam bonitos; por muito que te apeteça calçá-los e por muito que aparentemente eles te fiquem bem, nunca serão a tua medida. Aos poucos, devagarinho, vão começar a incomodar-te. Como uma moinha que vamos aguentando, mas que sabemos que existe. E, aos poucos, devagarinho, começas a perceber que o que querias que te assentasse bem – à força – , o que querias que te servisse, não passa de uma farsa. De um conforto que não existe e de uma felicidade que nunca chega.

O que não é para ti, nunca te servirá. Por muito que tentes. Por muito que queiras. Por muito que desejes. O que não é feito para nós, nunca nos há de ficar bem.

Anda descalça! Sente o chão debaixo dos pés. Sente a vida a tocar-te na pele.

A vida,essa, encarregar-se-á, a seu tempo – que nem sempre é no tempo que desejamos, – de nos mostrar o caminho. De nos trazer os sapatos certos. Os mais bonitos. Os mais confortáveis. Os melhores.

Por isso, aceita!

Aceita o que a vida te dá.

Não fiques em sapatos apertados. Que não te servem. Por muito que queiras usá-los, nunca hás de senti-los teus.

Assim é o amor. Por muito que queiramos que tenha as nossas medidas, se não for feito para nós, nunca nos ha de servir [na alma].

Não fiques em sítios que não têm a tua morada, não te demores em pessoas que não se demoram em ti e não aceites amores que não são teus.

Se na vida só tiveres experimentado sapatos apertados, nunca hás de saber o que é a felicidade de caminhar nuns sapatos confortáveis."

 

Publicação retirada da página do facebook "Só que não"

 

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Mulheres

Como bem se sabe originalmente o dia da mulher foi criado devido às manifestações das mulheres da classe operária do início do séc. XX em busca de melhores condições de trabalho e direitos que lhes eram negados. Apesar de ainda hoje a importância da igualdade de género estar no foco mediático e de por vezes termos que nos tentar afirmar enquanto ser humano e não apenas como mulher para nós é impensável viver como elas viviam na época. Já nascemos em outra era, em que temos acesso ao mercado de trabalho, temos opinião e total independência.

Para algumas o dia da Mulher é juntar e irem todas jantar e receber flores. Acho que fazem muito bem. Mas não se esqueçam que esta data serve para simbolizar aquelas mulheres que fizeram uma viragem na história e que fizeram com que hoje, pelo menos nos países civilizados, não tenhamos nascido apenas para ter filhos e servir o marido sem termos direito a pensar ou a dar a nossa opinião.

Relativamente à celebração se gostam juntem as amigas e vão. Mas juntem-nas também em outros dias para celebrar o dom que se é ser mulher. Porque quer se queira quer não somos algo especial. Conseguimos ser duronas mesmo que por dentro sejamos mais frágeis que o vidro. Conseguimos suportar o sofrimento sempre com a esperança de que as coisas melhorem. No amor damos por inteiro mesmo que, às vezes, não recebamos nem metade do que emitimos. Somos mães, cozinheiras, empregadas de limpeza, secretárias em escritórios, professoras, conselheiras e amigas. Todas nós somos extraordinárias. E cada uma de nós é bonita à sua maneira.

Aproveitem que amanhã é a data escolhida para sermos o centro das atenções, vamos receber flores, vamos ser acarinhadas e vão falar mil maravilhas da mulher. Aproveitem também para lembrar que somos mulheres todos os dias e que o carinho e a estima não se deve ficar por amanhã. A todas vós um dia muito feliz.

Às minhas mulheres, mãe, irmã, tias, primas e amigas um dia ainda melhor. Não só amanhã mas sempre porque todas elas são extraordinárias à sua medida. Daqui a 100 anos ninguém provavelmente ouvirá falar nelas mas não é por isso que deixam de ser inspiradoras.

 

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O Amor não é o dia 14

Esta semana é non-stop, Carnaval para uns, Valentins para outros. É à escolha do freguês. 
 
Quanto a mim o Carnaval já foi. E quanto ao dia dos Namorados bem vou estar fora em trabalho. Sempre posso adoptar o modo "Bridget Jones" e comer gelado enquanto canto o "All by myself" na noite do dia 14 ;) Namorado há mas não está incluido na viagem. 
 
Bem mas para marcar a data, até porque não sei se consigo vir cá antes, deixo-vos a minha última crónica da Bird sobre a minha visão acerca desta data. 
 
Bom Carnaval a todos! E Feliz São Valentim! 
 
"Da próxima vez que a minha crónica sair será, em princípio, mesmo na mouche no dia dos namorados. E para não estragar o dia com o meu romantismo exagerado (já vos disse que sou irónica?) despacho já este assunto hoje. O que significa o dia para mim? Nada. Absolutamente nada. Podem achar que isto é conversa de solteirona ressabiada mas não é. Podia ser mas não, não é. Eu explico o porquê de não me dizer nada. Gosto de receber presentes? Gosto. Gosto de dar presentes? Também. Aliás confesso que até me dá um certo gozo a ver a cara da pessoa quando é surpreendida com algo que não estava à espera. E isto vale para namorados, amigos e familiares. Gosto bastante de pensar no que oferecer, de preferência algo diferente e de ver a reação da pessoa que não estava nada à espera. Agora é obrigatório ser no dia 14? Não. Não é muito melhor receber algo inesperado num dia que supostamente não tem nada de especial para ser comemorado? Uma mulher não se sente mais valorizada quando num dia qualquer tem um presente à espera que a faz ver que a pessoa se lembrou dela sem ser num dia que a televisão, as ruas e toda a gente nos lembra que somos “obrigados” a oferecer algo? Peço desculpa a todas aquelas pessoas lamechas que neste dia só vêm corações. Não tenho nada contra elas… Juro! Mas para mim o amor não é isso.
 
O amor não é o urso de peluche com aquele coração enorme a dizer “I love you”. O amor não é ir jantar fora naquele dia porque toda a gente vai e também temos que ir. O amor não é declarações lamechas em textos de metro e meio nas redes sociais com foto fofinha e depois andar a mandar mensagens ao jeitoso ou à jeitosa que temos como amigos virtuais a ver se quer tomar café connosco. O amor não é o consumismo exagerado que nos entra pelos olhos dentro nas próximas duas semanas na publicidade da TV e nas montras das lojas. O amor é outra coisa.
 
O amor é estar juntos quando tudo corre bem mas principalmente quando as coisas correm mal. É olhar para uma pessoa, perceber os defeitos dela e mesmo assim não a querer trocar por alguém que, aparentemente, nos parece melhor. É querer muito abraçar alguém e no minuto seguinte só apetecer dar-lhe uma bofetada porque nos irritou. (Vá isto pode ser agravado por eu ser de um signo bipolar). É ficarmos contentes e orgulhosos com as vitórias da pessoa e tentar dar ânimo quando as derrotas o desanimarem. É saber que um “Fica bem” e um “Cuida-te” vale mais que todos os corações a dizer I love you que são oferecidos. (Aliás alguém me explica em que tipo de decoração numa casa de uma pessoa adulta é que aquilo fica bem?). E acima de tudo o amor não é algo que se é manifestado a 14 de Fevereiro. Se querem manifestar nesse dia óptimo. Mas é para continuar ao longo dos tempos. Não é dar um presente nesse dia, ir jantar fora e depois andar a faltar ao respeito, desprezar e não mimar ao longo dos outros 364 dias.
 
Acreditem que não tenho nada contra o dia. A sério que não. Tenho é contra a ideia de que neste dia é que deve ser tudo dito, que se deve parecer bonito e o resto dos dias que se lixe. Já passei dia dos namorados solteira, já passei dia dos namorados a namorar. As vezes que fui jantar fora foi com amigas. O que até tem a sua piada porque quando somos só duas passamos por casal. Qual a diferença? Nenhuma. Nunca recebi rosas nesse dia, fora desse dia já. Até gosto de flores mas são presentes que não duram. É irónico no dia do amor receber algo que passado uns tempos murcha não? È que se nos dá para interpretar o presente como a metáfora do sentimento da pessoa deprimimos…
 
Agora a sério. Amem, amem muito. Querem oferecer rosas, ofereçam. Querem fazer textos de metro e meio e propagar ao mundo o quanto gostam de alguém façam. Querem oferecer ursos pirosos mas extremamente românticos ofereçam. Mas façam disso um ato recorrente. Não façam disso apenas a celebração do São Valentim. E se não há cara-metade para celebrar o amor não se preocupem. Há amigos, há família e acima de há aquele amor bastante importante… o amor próprio! Portanto celebrem o amor. É importante que ele seja celebrado. Mas façam-no sempre."

A forma da água

Confesso que não sou grande fã de filmes de Fantasia.

Gosto mais de Dramas ou de Biografias.

Não obstante de todos os filmes nomeados para os Óscares que já vi este está, so far, como meu preferido. 

Dos nomeados ainda me falta o "Dunkirk", "The Phantom Thread" e "The Post".

O"Get Out" também me surpreendeu bastante. Não dava nada pelo filme e depois deu uma reviravolta que prendeu todo o meu interesse.

Mas mesmo assim o "The Shape of Water" conquistou-me.

Não sei o porquê mas tocou-me. Não sei se é pela personagem muda, se pelo retrato de solidão que transmite ou até pelo romance "irreal" que existe. 

Em compensação o "Lady Bird" não me conseguiu convencer nadinha...

E vocês já viram os nomeados? Qual o favorito?

 

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Do Amor que damos só o Amor herdamos

Há cerca de dois meses apadrinhei uma criança órfã moçambicana através de uma organização não-governamental portuguesa. O meu apadrinhamento, uma quantia financeira mensal, permitirá à criança ter direito a cuidados de saúde e a uma educação. Comprometi-me a ajudar desde o 1º ano até ao 12º ano de escolaridade. Era algo que queria fazer já há algum tempo mas estava suspenso, não por má vontade mas, porque queria mais estabilidade financeira. Decidi então que se estivesse à espera de estabilidade ou de um aumento salarial continuaria a adiar. Era este o momento. As pessoas que me conhecem bem apoiaram-me, algumas disseram que admiravam a coragem de me comprometer e nenhuma delas questionou a minha decisão.

Mas há sempre outras pessoas. Aquelas que não compreendem o porquê. E depois fazem-me perguntas do género: “Achas que esse dinheiro chega mesmo lá?”, “Já fizeste contas ao fim de 12 anos de quanto dinheiro vais gastar com uma criança que podes até nunca conhecer pessoalmente?”, “Não havia cá pessoas próximas de ti para ajudar?” ou então “É tudo muito bonito mas e se precisares de um momento para o outro do dinheiro?”. O dinheiro chega lá e vão mandando fotos da criança a mostrar que adquiriram mais isto ou aquilo com a minha “mesada”. Posso conhecer a criança pessoalmente, se me quiser deslocar a Moçambique, a ONG trata de organizar a visita. Agora não mas acho que em 12 anos haverá uma altura em que conseguirei. Também já fiz as contas. É uma quantia considerável no total. Dividida por 12 anos e subdividida por 12 meses aposto que muitos dos que me perguntam sobre contas gastam muito mais com um par de calças. Também sei que há pessoas a precisar de ajuda cá. Não preciso que estejam sempre a lembrar-me disso. Mas apoiei uma causa com a qual me identifico. De certeza que outras pessoas se identificarão mais com causas mais próximas. Eventualmente poderei precisar do dinheiro no futuro mas não será este que me fará falta, será aquele que foi mal gasto com roupa que já não uso ou coisas que nem nunca sequer precisei. Tive uma infância feliz. A minha família não é abastada mas nunca passei fome. Tenho um pai e uma mãe que, feitios e defeitos à parte, sempre me apoiaram nas decisões e sempre foram honestos quando não concordavam com algo. Tive direito a brincar. Tive direito a sonhar que poderia ser o que quisesse no futuro. Tive direito à educação para poder chegar ou pelo menos aproximar-me desse sonho. Tive acesso a cuidados de saúde. É tão banal para nós termos isto que nem nos damos conta da sorte que temos. A minha afilhada não tem pai. Sonha ser professora. Entrou para a escola. Se não for professora pelo menos será alguma coisa. Poderá no futuro cuidar da avó e mãe, iletradas, que agora cuidam dela. Terá agora um maior cuidado a nível de higiene o que também ajudará a não necessitar tanto de cuidados de saúde.

Estou feliz porque no fundo acho que com uma pequena contribuição estou a ajudar alguém a viver melhor. Acham mesmo que o valor mensal que me tiram paga isso? Nada no Mundo paga a sensação de saber que alguém está melhor graças a nós. “Do amor que damos só o amor herdamos” é uma frase conhecida que me diz muito. Este meu amor vai em forma monetária todos os meses para uma criança que só vejo em fotografias. Mas que a cada fotografia nova que me mandam está cada vez mais e mais sorridente. E esse sorriso é o maior agradecimento que posso ter.

 

P.S: Este texto foi a minha primeira crónica da Bird Magazine em Julho do ano passado e pareceu-me o indicado para aqui expôr o apadrinhamento. Comecei esta aventura em Maio. Tem sido deveras gratificante. Se quiserem saber mais a ONG é a Big Hand

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