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As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

Feliz 2016

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Se há coisa que 2015 me ensinou, ou pelo menos confirmou, é que nada é garantido. O que temos hoje, independentemente de serem posses, pessoas ou "whatever" num piscar de olhos vai-se. Pode magoar, não entendemos o que é que fizemos mal, se é que fizemos. Tentamos mudar, recuperar, mas há coisas que não voltam por maior que seja o esforço. Aprendemos a seguir em frente, a aceitar, a ver pela positiva, a preocupar-nos apenas com quem se preocupa. Constatamos que ainda há mais quem nos queira bem que o contrário, que temos sempre quem nos dê a mão e esteja ao nosso dispor, aqui ou a milhas de distância. Descobrimos que só não há remédio para a morte e o que a vida tira normalmente dá numa versão melhorada. E são essas dádivas que devemos levar para o novo ano. Tenham um bom 2016. Que vos traga a realização das vossas expectativas ou pelo menos a força para não desistir delas.

Christmas

Espero que tenham um Feliz Natal junto dos que mais amam e que esta época vos conceda tudo o que anseiam, seja presentes , presenças ou desejos.

 

"Oh Christmas lights light up the street
Light up the fireworks in me
May all your troubles soon be gone
Those Christmas lights keep shining on"

 

 

Mini Vacances em Genève

No fim de Novembro e início de Dezembro estive por Genebra.

O facto de ter família e amigos próximos por lá faz com que possa ir à Suíça sem ter uma conta bancária muito elevada. Sim, porque comer e dormir naquele país é pela hora da morte.

Já lá tinha estado e a cidade continua a surpreender-me pela tranquilidade, pela limpeza e pelo civismo. 

Em altura de terrorismo pensei que fosse ver o medo nas pessoas e polícias armados mas não... Nem mesmo na zona das Nações Unidas. Tudo tranquilo. Uma das noites fui jantar à França e para entrar no país era só polícia armadilhada. Por sua vez, para voltar à Suíça não vimos seguranças nenhuns. 

Quem tal como eu conhece Genebra, ou Genève como preferirem, sabe que o mais fácil de encontrar lá são portugueses. Então da minha área de residência são aos molhos. Sinto-me completamente em casa e familiarizada. Mesmo estando a (+/-) 2000 km de distância.

Foram umas férias a visitar casa sim, casa sim; a passear pelas ruas, qual suíça de gema, que começavam a ter os marchés de nöel e claro a comer chocolates. E a trazer para Portugal como amiga e familar querida que às vezes sou :) Não me canso de lá voltar. Se um dia decidir emigrar será uma cidade a considerar. Deixo-vos algumas fotos de lá...

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 (Fotos da minha autoria)

 

O apocalipse natalício

Imaginem um Natal em que a família, na volta dos 30 elementos qual máfia italiana, se senta à mesa, come como se não houvesse amanhã e fala com uns tons demasiado acima do normal, fazendo com que quase ninguém se entenda, e acompanhando com gestos que normalmente entornam um copito de vinho na toalha.

Passa-se para a parte das sobremesas, que dura até se desembrulhar os presentes, onde existe todo o tipo de sentimentos. Vivenciamos a culpa enquanto engolimos mais uma rabanada e pensamos nas calorias que não vamos conseguir perder. Presenciamos o desespero na cara dos putos que de 10 em 10 minutos berram se já podem abrir as prendas. O tédio dos adolescentes a trocar sms com as caras metade que estas cenas de família são uma seca. As discussões acesas dos cotas da sueca porque um não soube corresponder à cartada do parceiro. Os dramas familiares que há tanto tempo que ninguém casa. A tristeza quando alguém se lembra de evocar o nome de quem já não passa mais o Natal connosco. E até o historial clínico porque um anda ruim dos ossos, outro não vê nada e ainda há o que está com diabetes (normalmente os últimos fazem a queixa acompanhada com mais uma fatia de bolo rei).

Chegada a hora das prendas as emoções continuam ao rubro. A histeria dos miúdos quando recebem o que queriam. A euforia de receber um presente que não contávamos mas é mesmo a nossa cara. A lamechice daquele presente que nos deixa de lágrima no canto do olho. E ainda a desilusão de mais um par de meias, mas muito bem disfarçada com um "Estava mesmo a precisar". A competição de quem recebe mais prendas. (Normalmente eu). E o entusiasmo da reportagem fotográfica para mais tarde recordar (normalmente eu também). No fim tudo o que resta é um mar de papel de embrulho no chão qual tsunami que tenha passado por aquele lugar.

Portanto se o vosso natal não é só paz e amor não fiquem tristes. Eu tenho uma espécie de Apocalipse natalício com sangue suor e lágrimas. Com emoções fortes. Digno de Dom Corleone. E adoro. Tanto que já ando a contar os dias. By the way... Faltam 9 ;)

 

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