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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Sab | 15.09.18

Origens

RP

Quando me perguntam de onde sou, invariavelmente, respondo: "Sou de Leça mas moro em Resende." Sou demasiado orgulhosa do sítio onde nasci. Leça não é só tias a passear à beira mar e piadas de ser a terra mais bonita de Portugal (e acreditem que esta ouço quase sempre). Mas também não posso ocultar onde moro.

O que seria de mim sem ouvir a frase típica: "És de Rejende?Mas tu não falas axim..." (Como se isso fosse requisito para se ser cá da terra) ou a outra também bastante conhecida "Vê lá se me arranjas umas cerejinhas." Ah meus caros se vocês soubessem que Resende é tão mais que cerejas e sotaque (e cavacas já agora).

Temos sotaque? Temos. Uns mais, outros menos, mas é a nossa identidade há que ter orgulho. Temos cerejas? Aos montes. E cavacas então é o ano todo. Mas também temos vinho. Premiado. E asseguro que quem prova gosta, eu sei do que falo. Temos monumentos de varias épocas históricas que só demonstra o nosso potencial patrimonial. Temos águas milagrosas. Temos as gentes e a sua peculiaridade. Os mais antigos, então, têm tanto de sotaque como de bem receber. Há sempre lugar para mais um à mesa. Precisas de boleia? A gente dá. Não sabes onde fica o hotel? Nós vamos lá contigo. E ai do resendense que vá ao estrangeiro e não vá tomar um cafezinho com conterrâneo que lá mora mesmo que só se conheçam de vista cá. (Novamente sei do que falo). Temos até um galo que virou artista de cinema, vejam lá.

Não vos quero dar a imagem do Paraíso, que também não é tudo "la vie en rose". Problemas, dificuldades e pessoas mazinhas há em todo o lado. A nossa vantagem é que para acalmar tumultos interiores temos serras e beira rio de nos fazer esquecer tudo e apenas contemplar. Não é à toa que grandes escritores se apaixonaram por Resende e concelhos vizinhos.

Eu que adoro viajar para fora, ao contrário da ideia geral de que quem sai não valoriza o que há cá, aprecio o que temos. Sair faz-nos perceber o que temos de mudar mas também o que temos de valor. E apesar de basicamente todos os dias cruzar o Douro ainda consigo parar e ficar deslumbrada a olhar. Ou tirar uma foto para recordar.

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Sim sou de Leça, mas são coisas como esta foto que me fazem ver, cada vez mais, que nunca devo esquecer também onde estão as minhas origens mesmo que as pessoas de lá tenham a mania (ou a meu ver a graça) de dizer "Eternaménte" ❤

Qua | 12.09.18

Segredo para a felicidade?

RP

 

No final de 2016 surgiu um boom em volta de um livro chamado "Hygge". Toda a gente comentava e queria ler o segredo dinamarquês para a felicidade. Na altura apenas comentei o livro mas nunca me despertou grande interesse porque não sou muito dada a livros de autoajuda e similares. 

Aqui há dois meses decidi comprá-lo. Aproveitei uns descontos que tinha na wook e decidi arriscar. 

A Dinamarca não é um dos países mais felizes? Então algum segredo deve ter...

 

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"E então Raquel o que aprendeste para seres mais feliz?" - Dizem vocês. Segundo o livro, que li numa tarde, aprendi que o segredo da felicidade é juntar amigos e família, ter a casa com a iluminação correta, ter velas e acender para dar um ambiente mais íntimo, comer doces, calçar meias de lã e pôr os pés à lareira, entre outras coisas bonitas, idílicas e nada que já não soubéssemos. 

Achava eu que ia encontrar ali a frase que me levaria a ser feliz a vida toda.

"Mas não és feliz?" - Perguntam. E eu faço a mesma pergunta: "Vocês são felizes?". Isso de se ser feliz é muito subjetivo. Se a felicidade é aquilo que o livro diz, só me falta saber fazer bolo de chocolate para ser plenamente feliz. Se a felicidade é ter um teto para dormir e comida para me alimentar então também sou imensamente feliz. Se a felicidade são aqueles amigos que estão lá para festejar, dançar, cantar, passear comigo mas também estão lá para partir para a guerra em minha defesa sou das pessoas mais felizes do mundo. Se é ter uma família grande, barulhenta e meia disfuncional idem aspas. Se a felicidade é ter alguém que me espere todos os dias com ansiedade e me adora como se eu fosse a melhor pessoa do mundo então o meu Charlie faz-me plenamente feliz.

Agora se a felicidade é aquele cliché de ter um amor para a vida toda já fui. Ou se a felicidade é dinheiro então é que já fui mesmo.

Acima de tudo acredito que a felicidade vem de nós. Como a beleza. Sai de dentro para fora. Se nos sentimos bem, se confiamos em nós, mesmo nas alturas de desânimo, ou mais tristes, conseguiremos dar a volta e encontrar a felicidade nas pequenas coisas. É como digo, para vocês a felicidade pode ser o vosso clube do coração ser campeão, conseguirem a promoção esperada no trabalho, casar... Para mim pode ser simplesmente o cheiro de um livro novo, uma viagem marcada, um fim de tarde à beira mar, uma brandada de bacalhau feita pelo meu pai, a gratidão de um amigo. Há muitas formas de se ser feliz. Apenas temos que as procurar. Haverá segredo? Não sei. Mas se o segredo existir com certeza que se encontra algures dentro de nós.

Deixo algumas fotos fofas de uma página de instagram que sigo Way to Hygge. Não a sigo para ver se encontro o segredo por lá e sim para ver as fotos super fofas e frases inspiradoras para o meu dia-a-dia. 

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Dom | 09.09.18

Romaria dos Remédios

RP

Todos os anos um Grupo de Danças e Cantares aqui da terrinha organiza uma caminhada até à Senhora dos Remédios em Lamego.

Este sábado foi a minha quarta edição. Não por religião, muito menos por promessa, apenas porque sim.

Basicamente são 23 km entre serra, mato e estrada. Chegados a Lamego subimos a escadaria de 617 degraus e damos por terminada a "penitência".

O resto do dia é para comida, convívio e passeios pelas festas.

A parte da caminhada é um bom treino para a jornada de Santiago que se aproxima... A parte da comida é que nem por isso.

E por aí? O fim-de-semana é mais ativo? Menos ativo?

E a zona de Lamego já conhecem?

Deixo-vos algumas fotos.

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Qui | 06.09.18

A minha família do Norte

RP

Na terça foi dia de cinema.

E a minha escolha recaiu numa comédia francesa, "A minha família do Norte"

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Como já conhecia os filmes do ator Danny Boon decidi arriscar.

Vejam então a sinopse e o trailer:

"Valentin D. e Constance Brandt são um casal de estilistas no auge das suas carreiras. Em preparações para um desfile de luxo no prestigiado Palácio de Tóquio, em Paris, eles não cabem em si de excitação e orgulho. Valentin nunca revelou as suas origens modestas, de forma a fazer-se passar como produto de uma cultura sofisticada e cosmopolita. Quando a família, que já não tinha notícias suas há muito tempo, o vê na televisão, resolve aparecer sem pré-aviso no mais importante momento da sua carreira. Em pânico, ele tenta evitá-los a todo o custo. É então que é atropelado e sofre um traumatismo craniano que o faz perder as memórias das últimas duas décadas. Assim, um homem conhecido pelo bom gosto e requinte transforma-se no campónio que fora 20 anos antes, quando abandonou a sua pequena aldeia, algures no norte de França. Esta súbita transformação deixa a família radiante, mas vai levar Constance à beira da loucura…"

 

 

Estou arrependida da escolha? Nem por isso.

Tem umas partes um bocadinho clichés, é verdade, mas não deixa de nos fazer rir a bom rir.

E para quem acha que o filme goza com o pessoal do Norte da França e a sua pronúncia está redondamente enganado. O filme é mais a modos que uma forma de dar destaque a uma característica regional que a França se deveria orgulhar.

Faz-nos rir, mas também nos faz ficar ligeiramente emocionados em algumas partes.

E faz-nos repensar um pouco na relação que temos com as nossas origens. E com os nossos pais. Já pensaram que os nossos pais dão-nos tudo e nós às vezes como agradecimento apenas lhes dizemos que estamos sem paciência para eles?

Vejam o filme. Vale a pena! 

 

Qua | 05.09.18

Parabéns Albertina!

RP

Se fosse viva, a minha avó paterna faria hoje 97 anos. 

Dizem que me pareço com ela quando era nova. Nada me deixa mais orgulhosa que isso.

Apesar de ser ligada à família e aos meus avós sempre tive um carinho especial por aquela.

O meu avô esteve "preso" a uma cama 10 anos, antes de falecer, e ela criou sozinha os 6 filhos pequenos.

Tratava deles, da casa e o pouco dinheiro que conseguia com o trabalho era para pagar a um taxi para levar um médico e medicação ao meu avô.

Fez tudo pelos outros mas quando faziamos algo por ela, ela não queria porque estava a incomodar-nos e a dar trabalho.

Nunca a vi discutir. Revirava os olhos porque não tinha paciência para discussões inúteis. (o revirar de olhos foi outra coisa que herdei dela).

Que saudades avó! 

Beijinho de Parabéns 

 

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