Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Sex | 21.12.18

Favoritos de Natal - Doces

RP

Toda a gente sabe que o Natal é um ataque terrorista contra a nossa balança.

São os jantares pré-natal e é depois a quantidade exorbitante de comida que emborcamos no 24 e 25.

E que repetimos no 31 e no 1 de Janeiro. (Mas isso já é outra história.)

Comemos, ficamos enfartados, mas continuamos a comer.

Até porque para que serve o dia de Natal?

Para comer claro. 

É rabanadas, é filhoses, é bolo-rei, é aletria, é sonhos, é pão-de-ló, é tronco de natal... 

E falo só dos oficiais. Porque depois ainda há os pudins, o leite creme, a tarte de nata, a salada de fruta, a mousse de chocolate...

Apesar de gostar de comer e comer bem não sou a pessoa indicada para os doces natalícios.

Não gosto muito de fritos e também não ligo a fruta cristalizada e fruta seca.

O que me safa no Natal é o pão-de-ló (que até é mais tradição na Páscoa) e o tronco de Natal.

Ah e claro as sobremesas não oficiais. :)

E por aí? Gostam dos doces de Natal?

 

Qui | 20.12.18

Favoritos de Natal - Prendas

RP

Eu confesso adoro prendas!

Seja no Natal, nos aniversários ou até em dias em que supostamente não há nada para celebrar. Toda a gente gosta mesmo que diga que não. 

Mas também gosto de dar. Faz-me feliz escolher uma certa prenda e imaginar a cara das pessoas que as vão receber. 

E sim sou bastante cliché mas se me querem fazer feliz é dar-me um livro.

Como vêem peço pouco.

Em 2016 recebi este:

15492264_1353282934690024_8581661960985290367_n.jp

Ok, este não significa pedir pouco. Porque o seu preço de custo anda à volta dos 60 e tal €.

Mas como não o pedi, não me sinto culpada! :P

É algo que conjuga duas das minhas paixões: Livros e Viagens.

Digamos que na altura quem mo ofereceu acertou "na mouche".

Velhos tempos...

E vocês o que gostam de receber?

Qua | 19.12.18

Favoritos de Natal - Filme

RP

Natal que é Natal tem "Sozinho em casa".

Para mim tem "O Amor acontece". 

20ac9439a8956476408468bfb7556da37530fc97.jpg

Não sei se é por afinal eu ser lamechas e não querer admitir.

Não sei se é pelo charme british do Colin Firth ou por aquele olhar de fazer suster a respiração do Rodrigo Santoro.

Não sei se é ver Lisboa

Não sei se é pelo meu eterno fascínio por Londres e por ele me parecer ainda mais mágico com o Natal.

Ou se calhar é porque lá no fundo gosto de ver primeiro ministros a abanar a anca. 

Mas adoro este filme. A história, a banda sonora, tudo.

E este Natal lá terei que o (re)ver. E continuarei a emocionar-me como da primeira vez. 

 

E vocês? São mais dados ao "Sozinho em Casa"?

Ter | 18.12.18

Favoritos de Natal - Música

RP

Durante uns dias terei aqui uma rúbrica sobre os meus favoritos de Natal.

Música, filmes, prendas, sentimentos, o que me lembrar...

Começamos com a música.

 

 

"Cold December Night" interpretada pelo Michael Bublé é a minha de eleição. 

Já fui muito feliz ao som dela e sempre que a ouço lembro esses momentos.

Atualmente não passa disso, recordações. 

Mas tudo é bom na sua altura e tudo dura o tempo necessário.

E não é a música que tem culpa do que não dá certo.

Portanto continua a ser a minha favorita. :)

E vocês têm alguma?

 

 

Qui | 13.12.18

A ti, que ainda pensas nele

RP
Hoje deixo-vos um artigo de Laura Almeida Azevedo.
Talvez porque o Natal se aproxima e lembramos mais quem partiu, fisicamente, mas também aqueles que ainda cá estão mas nos magoaram e partiram de nós. 
E sim, tem dias que ainda nos lembramos.
A vida segue, a correria do dia a dia ajuda mas há dias que nos lembramos.
Ou porque fizemos algo especial, ou porque vimos algo relacionado à pessoa ou apenas porque sim.
Não há nada de mal nisso.
Lembrarmos de alguém não significa que o queiramos de volta.
Também não significa que somos fracos, cada um leva o seu tempo para curar as feridas e está tudo bem.
Dá um tempo a ti para fechar o que ainda possa estar aberto.
E não te martirizes com isso.
 

A ti, que ainda pensas nele*

Já passou tanto tempo. Mas, todos os dias, lembras-te dele. É mais forte do que tu, não é? Ele pode já não estar presente. Ele pode ter escolhido a vida sem ti. Ele pode ter-te virado as costas. E virou, e escolheu, e já não está presente — pelo menos, fisicamente. Mas tu, todos os dias, lembras-te dele. Todos os dias: como se o tempo não tivesse apagado nada.

Às vezes, oiço-te. Já te ouvi tantas vezes nos últimos tempos. Somos íntimas uma da outra. Conhecemo-nos bem. A amizade é isso que nos dá: a sabedoria para percebermos o que o outro pretende dizer com as palavras que escolhe, com o silêncio que faz. Tu falas de tudo o que a vida te dá e, de repente, paras e ficas em silêncio. E eu deixo de ouvir as tuas palavras — essas, as faladas — e oiço as que não tens coragem de dizer em voz alta.

Se pudesses, se a tivesses — essa coragem —, eu sei o que dirias. Dirias que ainda pensas nele. Dirias que ainda sentes o mesmo. Dirias que ainda tens saudades, que elas te apertam, que te fazem chorar — mesmo que cada vez menos, mesmo que aos poucos, mesmo que quase de forma impercetível. Dirias que a vida te trouxe tantas mudanças, que as abraçaste — não dirias que não tiveste medo das mudanças, porque tiveste e eu assisti ao teu medo. Dirias que essas mudanças toldam os teus dias, que te dão uma nova alegria. E dirias a verdade, se dissesses qualquer uma destas coisas. Mas, no final, precisamente no final de tudo, se pudesses, se tivesses essa coragem, dirias também que, apesar de tudo, do tanto que a vida te dá, não te dá o que mais querias.

Não te dá o amor. Esse verdadeiro amor que dá vontade de dormir abraçado. Esse verdadeiro amor que dá vontade de sonhar em conjunto. Esse verdadeiro amor que parece chorar nos olhos: de comoção.

Já passou tanto tempo e tu, todos os dias, lembras-te dele. É mais forte do que tu. Não adianta que o evites. Não adianta que o escondas. Já deixaste de o tentar: evitar, esconder. Agora, tu já não escondes. Apenas preferes não o dizer em voz alta — eu sei. Porque sabes que as palavras, quando pronunciadas em voz alta, quando entoadas no silêncio de uma sala, aumentam ainda mais a saudade. E tornam tudo ainda mais intenso. Assombram.

Por isso, às vezes, como agora, eu oiço-te — como te tenho ouvido sempre — e fico-me apenas por aqui, a olhar para ti, deste lado. E quase nem preciso que me digas nada. Porque te conheço. Porque a amizade é isso que nos dá. E porque sei de cor as tuas palavras, mas, sobretudo, os silêncios e as pausas que deixas entre elas.