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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Dom | 13.01.19

Mochileiras depois dos 60

RP

É assim que quero ser.

E se a vida não me passar uma rasteira vou fazer por isso. 

Tratam-se de mulheres que depois da reforma, ou dos filhos criados, decidiram viver um sonho antigo: o de viajar e conhecer o mundo. 

Eu sei que sou mais privilegiada que elas porque aos 30 já conheço várias cidades de 11 países. Para muitos não é nada mas para outros quem lhes dera ter condições de conhecer até metade.

Mas apesar de já ter a vantagem de viajar enquanto nova, espero que depois de velha continue a ter ânimo, pouco cansaço e acima de tudo saúde para continuar a "bater perna" mundo fora que tem tanto para se ver. 

Podem ler a reportagem aqui no site da G1. Está bem elaborada e acima de tudo passa a mensagem que por muitas dificuldades que a vida nos ofereça nunca é tarde para viver os nossos sonhos.

 

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Ter | 08.01.19

Namora uma mulher que lê

RP

"Namora uma mulher que lê. Namora uma mulher que gaste o dinheiro dela mais em livros do que em roupas. Namora uma moça que tenha uma lista de livros para ler, que tenha uma carteirinha da biblioteca desde a primeira infância.
Encontra uma mulher que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro dentro da bolsa. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um gritinho surdo ao encontrar o livro procurado. Vês aquela moça com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros de segunda mão? É a leitora. Para ela, o cheiro das páginas, sobretudo quando ficam amarelas, é perfume!
Ela é a garota que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a xícara, percebes que o calor já se foi, perdidos, os dois, ela e o café, em um mundo feito pelo autor. Senta. Admira-a de relance, porque a maior parte das mulheres que lêem não gostam de ser interrompidas. Oferece-lhe outra xícara de café.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Pergunta-lhe se gosta de Clarice. Ou se gostaria de ser Alice.
É fácil namorar uma moça que lê. No seu aniversário, no Natal e em datas especiais, dê-lhe livros. Ofereça-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Ofereça-lhe Neruda, Pound, Sexton, Cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Que sabes a diferença entre os livros e a realidade.
Minta. Uma vez, duas, deslavadamente. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo. 
Trate de desiludi-la. Porque uma mulher que lê compreende que o fracasso conduz sempre ao clímax. E que todas as coisas chegam ao fim. Que sempre há a possibilidade de se escrever uma sequência. Que pode-se começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Temes que ela descubra tudo o que não és? As mulheres que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem [exceto na saga Crepúsculo]. E quando a vires acordada às duas da manhã, chorando, com um livro contra o peito, envolva-a com um abraço. Prepara-lhe um chá. Podes perdê-la por uma ou duas horas, mas ela volta para ti.
Quando menos perceberes, já está: alugas um balão de ar quente e te declaras. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente, pelo skype. Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar aos seus filhos o Gato de Botas e Aslam - talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das botas.
Namora uma mulher que lê, porque tu mereces. Mereces uma mulher que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. A não ser que prefiras a monotonia, horas requentadas... Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma mulher que lê. 
Ou, melhor ainda, namora uma mulher que escreve."

Rosemary Urquico

Seg | 07.01.19

Não te apaixones por uma mulher que lê

RP

"Não te apaixones por uma mulher que lê, por uma mulher que tem sentimentos, por uma mulher que escreve...
Não te apaixones por uma mulher culta, maga, delirante, louca. Não te apaixones por uma mulher que pensa, que sabe o que sabe e também sabe voar, uma mulher que confia em si mesma.
Não te apaixones por uma mulher que ri ou chora, que sabe transformar a carne em espírito; e muito menos te apaixones por uma mulher que ama poesia (estas são as mais perigosas), ou que fica meia hora contemplando uma pintura e não é capaz de viver sem música .
Não te apaixones por uma mulher que está interessada em política, que é rebelde e sente um enorme horror pelas injustiças. Não te apaixones por uma mulher que não gosta de assistir televisão. Nem de uma mulher que é bonita, mas, que não se importa com as características de seu rosto e de seu corpo.
Não te apaixones por uma mulher intensa, brincalhona, lúcida e irreverente. Não queiras te apaixonar por uma mulher assim. Porque quando te apaixonares por uma mulher como esta, se ela vai ficar contigo ou não, se ela te ama ou não, de uma mulher assim, jamais conseguirás ficar livre..."

 

Martha Rivera-Garrido

Dom | 06.01.19

Não namore uma mulher viajante

RP

"Não namore uma mulher viajante. Nunca namore. Não namore uma mulher viajante pois ela é diferente de tudo que você já conheceu. No seu corpo, carrega as marcas de suas aventuras. Na sua mochila, o seu guarda-roupa e sua história. Na sua mente, o ideal de vida que escolheu. Não namore ela. Ela é difícil. Impaciente. Ela é teimosa. Ela teima em não deixar a vida passar. "Qual é o próximo destino?" Ela pergunta. Ela só pensa em viajar.

Eu insisto, não namore. Ela não é fácil de agradar. Porque o que ela deseja, não tem nome, mas eu posso imaginar. Nunca, eu repito... não namore esta mulher. Ela é diferente. Cheia de anseios. Com alma livre e coração de viajante, e muito louca também. Pois existe maior loucura do que acordar e dormir todos os dias, pensando em conhecer o que nunca conheceu? Se ela não sabe, pergunta. Se não tem grana, arruma. Mas não espere que ela siga os clichés que a sociedade estabeleceu. Colecciona diplomas da vida e empregos temporários. Hoje ela é escritora, amanhã é noiva em fuga. Descolada. Proativa. E também insistente. Ela insiste que a vida é uma só. Ela repete: experimente!

Esqueça ela. Ela é um perigo e todo mundo sabe disso. Ela convida você pra ir com ela. Se você for, não tem problema. Se você não for, ela vai assim mesmo. A mulher que viaja conversa com todo mundo. Ela fala, ela escuta. Ela é curiosa. Ela se vira. Ela anda de bike, de ônibus ou de avião. Ela usa mapas, ela usa o google, ela aborda o peão. Não tem frescura, não dispensa aventura. Ela é movida a paixão. Ela se vira. Ela é bola pra frente. É independente. É irreverente. Chega a ser irritante o quanto ela quer conhecer.

Você vai descobrir que uma mulher que viaja é uma conquista frustrante. Muito frustrante! Porque essa mulher não é fácil de impressionar, não é fácil de prender, não é fácil de domar. Porque a liberdade dela é o que a prende. E a prisão do outro é uma zona de conforto. E sobre zonas de conforto, ela não quer saber. 
E por fim, você não me ouviu. Está apaixonado! Se desafie. Coragem! Viaje com ela. "

 

Retirado do blog "Nomades digitais"