Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Ter | 30.04.19

Maio

RP

Amanhã começa Maio. 

Meu querido. Meu mês.

Que seja doce e nos ensine a florir mesmo nos dias mais cinzentos, como tão bem fazem as cerejeiras.

Que nos traga sorrisos para gastarmos com aqueles que nos querem bem e ao seu lado.

Que nos traga coragem para aceitar de cabeça erguida que há coisas que por muito que nos custe nunca serão como queremos.

Que nos traga ânimo para quando tropeçarmos e tivermos mazelas, físicas e metafóricas.

Que nos traga aventuras para pintarmos a nossa vida mais colorida.

Que nos traga sol para aqueles dias mais escuros.

Que nos traga esperança para remediar o que se consegue.

Que nos traga paciência para o que remediado está. 

Que seja bonito e gentil.

Durante o mês de Maio o meu post será uma palavra por dia. Para me lembrar e encorajar que tudo passa no seu passo.

Feliz Maio a todos.

 

large.jpg

 

Sab | 27.04.19

Douro Verde

RP

E porque hoje é sábado, e um fim de semana é sempre um bom pretexto para passeio, deixo-vos um vídeo feito por uma blogger brasileira que andou pelo "meu" território. 

 

 

Com o mote "Douro Verde - Uma terra fértil de histórias", a blogger Cristina fez um roteiro de dois dias pelos sabores, saberes, cultura e paisagem de Baião, Cinfães e Resende.

O vídeo é um resumo da visita mas caso queiram ter uma visão mais aprofundada e saber mais basta verem o artigo aqui. 

Qui | 25.04.19

Ode à Liberdade

RP

tumblr_m2g9f24r6E1rtjo0vo7_500.jpg

 

"Quero-te, como quero ao ar e à luz

Porque não sou a ovelha do rebanho,

Nem vendi ao pastor a alma e a grei;

E onde não haja mais do que o redil,

És tu a minha pátria e a minha Lei.

Leva-me ao teu sopro, éter divino,

Porque me queima a sede das alturas

E o meu amor se oferece sem limite;

E és tu que abres as asas aos condores,

És tu que ergues os astros ao zénite.

Toma-me nas tuas mãos de sagitário,

Faze de mim o arco retesado

Pelo teu braço e a tua força inquieta,

Pois, quando o meu desejo atinge o alvo,

És tu o impulso que dispara a seta.

É lá, sempre mais longe, além do Oceano,

Nos limites do Mundo conhecido,

Em plena selva e onde há que abrir a senda,

Que eu quero devorar os frutos novos

E erguer à beira de água a minha tenda.

Gerou-te, lentamente, com revolta

E dor, a consciência dos escravos;

Renasce mais perfeita a cada idade;

E, sempre, com as dores cruéis do parto,

Dá-te de novo à luz a Humanidade.

Querem mãos assassinas sufocar-te

Nas entranhas maternas. Mas em vão.

Virás como a torrente desprendida,

Porque és o sopro e a lei da Criação

E não há força que detenha a Vida."

Jaime Cortesão

Qua | 24.04.19

Caminhadas Literárias

RP

Decorreu no sábado a Sessão de Apresentação do projeto "Caminhadas Literárias pelo Montemuro". 

Esta iniciativa, da qual faço parte, engloba a realização de uma caminhada pela Serra homónima, dia 8 de Junho,  enriquecida com a leitura de narrações e encenação de recriações baseadas nas obras literárias de vários vultos da nossa cultura, a realizar nos precisos locais e nas paisagens soberbamente “pinceladas em letras” pelos mesmos.

Para além dos trilhos com o majestoso cenário natural, serão recriadas vivências serranas, ambientes e gentes, vistos e imortalizados por Aquilino Ribeiro, Eça de Queiroz, Amorim Girão, Orlando Ribeiro, Rodrigues da Cunha, Abel Botelho, João de Araújo Correia, Miguel Torga, entre outros.

 

Junta os municípios de Castro Daire, Cinfães e Resende e as Associações MCHER – Movimento Cívico Castrense de História, Etnografia e Regionalismos, de Castro Daire, a Associação para a Defesa do Vale do Bestança e a Associação de Valorização e Desenvolvimento Rural do Vale de Cabrum, a "minha" Bolota, de Resende.

 

O percurso será dividido em 3 secções, com 2 pontos de recolha ou entrada dando a possibilidade de o percorrer mediante a disponibilidade física de cada um. A caminhada é feita em autonomia, ou seja, cada caminheiro deve trazer alimentação, mas não obstante, no fim da caminhada será oferecida uma ceia a todos os participantes com os sabores típicos dos 3 municípios e muita animação.

poster_v2.2.jpg

 

Se ficaram interessados inscrevam-se. A inscrição pode ser feita até dia 24 de Maio através do site www.caminhadasliteráriasmontemuro.pt, custa 3€ com oferta de dois brindes.

E toda uma experiência nunca antes vista.

 

Ainda por cima é Junho, já há cerejas, há sol e é o sábado de um fim de semana que será prolongado.

Estão à espera de quê? ;)  

 

58442708_590019404832180_4326736395994398720_o.jpg

 

Ter | 23.04.19

Livros

RP

Porque hoje é dia Mundial do Livro.

E o livro sempre foi um amigo fiel desde pequena até aos dias de hoje. 

 

nicole-honeywill-1259391-unsplash.jpg

 

"Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça 
na imaginação!"

Clarice Pacheco

 

 

 

 

Dom | 21.04.19

Feliz Páscoa - Take I

RP

Na Páscoa da minha infância fazíamos competições a ver quantas vezes conseguíamos beijar a cruz. Não queríamos saber de questões de higiene e saúde pública, apenas tinhámos era que conseguir beijar mais vezes que os nossos primos. Não ganhávamos nada, mas pronto, apenas e só moral e aquele ar de "Sou melhor que tu!" (Éramos tão inocentes.)

Na Páscoa da minha infância, e porque em minha casa se celebra à segunda, ao Domingo levantava-me cedo e ia para casa da minha tia receber o compasso. Depois da cruz beijada era sentar a petiscar amêndoa daqui, amêndoa de acolá, até fazer tempo para a hora de almoço. O meu primo, batoteiro, aproveitava e ia beijar a cruz à casa da vizinha que é tia dele, só para estar em vantagem. 

Ao almoço não podia faltar o anho assado e, para os não apreciadores tipo eu, o frango assado, com o arroz do forno e a batata assada. A hora da sobremesa era tipo o milagre da multiplicação em quantidade e em diversidade desde o tradicional folar e pão de ló, até às Cavacas de Resende ou à Torta de Noz de Matosinhos. Há de tudo e para todos os gostos. Não estou a brincar se disser que era cerca de 9 ou 10 sobremesas diferentes e claro uma pessoa gosta de provar tudo. 

Depois de comer até não conseguir apertar o botão das calças, literalmente, da parte da tarde era para a casa de um tio onde, como não havia mais que fazer, petiscava-se à espera da cruz. Depois daquele tio íamos para casa de outro tio beijar a cruz e começar um pré-jantar. O meu domingo de Páscoa terminava ao beijar a cruz pela quarta vez, na casa da minha avó, onde jantávamos. (Porque de facto naquele dia se há coisa que ainda não tínhamos feito era comer.)

Na segunda voltávamos ao mesmo. Beijar a cruz na casa dos meus avós maternos (onde vivo) e almoçar. Mais sobremesas com fartura que uma pessoa nestes dias fecha os olhos à dieta. Depois de almoço rumávamos a casa dos meus tios que também só celebram à segunda para beijar novamente a cruz e comer só mais um bocadinho. Por vezes ainda mandava um sms a uma amiga que morava lá perto para beijar também a cruz em casa dela. Porque se o meu primo era batoteiro eu também podia ser.

Na Páscoa da minha infância era fantástico. Tinhámos sempre roupa nova para estrear. O último dia de aulas era de festa. Vá também tinhámos que ir à missa mas isso é outra história :P Os padrinhos davam-nos o folar. Aliás tenho um enxoval praticamente feito graças à minha madrinha de crisma. E era tudo lucro porque quem pagava os ramos que eu lhes dava era a minha mãe. A minha madrinha de batismo dava-me normalmente roupa que eu sabia sempre que seria super in porque quem escolhia era a minha prima. 

Na Páscoa de hoje ainda tenho um bocadinho da Páscoa da minha infância. Apesar de tudo tenho uma família que ainda mantém a tradição. Já não beijo tanta vez a cruz, mas também não entro em competição por isso. Continuamos a juntar-nos todos e a percorrer as casas, se bem que com o passar dos anos as casas já não são tantas. Uma desvantagem é que apesar dos meus padrinhos continuarem a dar-me folar, os ramos já são à minha custa. Quanto à comida, bem nesse caso a tradição ainda é o que era. Há que comer nesses dois dias. Depois logo se vê. 

Votos de uma Feliz Páscoa. Independentemente de ter um significado religioso, ser um mote para juntar a família, ou ser a desculpa para fazer uma escapadela de férias que seja uma época feliz. E doce como as amêndoas. 

 

 

Pág. 1/3