Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Sex | 19.04.19

Ser alegre

RP

Transcrevo um texto que vi no blog "Cancro com Humor"

Identifico-me muito com isto. Muitas vezes dizem que não sabem como consigo trazer sempre um sorriso no rosto.

Por vezes nem eu sei. Mas lá está se calhar é como a Marine diz, e com razão, é preciso ser alegre para se sobreviver quando se está triste. 

 

É preciso ser alegre para se sobreviver quando se está triste

"Cada vez mais tenho consciência disto: a alegria é um estado de espírito ousado. Existe preconceito em relação aos alegres porque duvidamos deles – ou está a fingir (“quem é que sorri só por andar na rua?”) ou é rico (“ah, se eu tivesse tudo também sorria assim!”), ou é uma defesa que o ajuda a lidar com os seus próprios dramas (“tem de ter algum problema escondido”).

Ser alegre, nos dias de hoje, é para os corajosos mas não é só isso. A cara fechada dá outra credibilidade, não é? Até quando renovamos o Cartão de Cidadão nos impedem de sorrir e as modelos desfilam, quase zangadas e fotografam com uma generalizada apatia como se fosse mais sexy mostrar desprezo pelo mundo na passadeira vermelha. Grandes sorrisos trazem grandes desconfianças, espelhando a nossa vulnerabilidade – se sorris mostras demasiado de ti e o Instagram pode estar cheio de fotos em tronco nu e de rabos na piscina mas o sorriso, o sorriso é tabu.

Parece que acreditamos que a tristeza mostra inteligência – como ser alegre se o mundo está à beira duma guerra nuclear, se o Trump faz discursos de ódio, se as fronteiras separam as famílias, se as desgraças naturais despoletam a cólera? Será que os alegres não estão atentos às notícias? Não querem saber? Parece que acreditamos que a alegria é estupidez, desinteresse, burrice.

Não. A alegria é ousadia. Quanto à tristeza? É um vírus. A tristeza desencadeia depressões e a depressão convida a novas tragédias. A tristeza é o novo cancro moderno que afeta milhões de pessoas todos os dias. E a alegria que salva e contagia, é o maior ato de coragem, é o medicamento que depois se toma à pressa mas às vezes a tristeza que é doença, já está demasiada alastrada.

É preciso ser alegre para se sobreviver quando se está triste.

Ser alegre todos os dias. Isso é desafiador. Buscar em nós vontade, riso e trazê-lo cá para onde os outros habitam é poderoso. Não podemos maldizer da alegria. Não podemos criticar os alegres. Precisamos deles. Precisamos da alegria antes da tristeza e da alegria quando se está já triste também.

É preciso ser alegre para se sobreviver quando se está triste."

Qua | 17.04.19

A vida

RP

Ainda bem que gosto de viajar, de conhecer e não tenho a ideia pré concebida que quando for velha e tiver a vida feita é que aproveito. Ainda bem.

Porque se assim não fosse não teria, em 2011, entrado em Notre Dame.

Contemplado, esmagada interiormente, toda a sua grandeza, a sua imponência.

Orado, à minha maneira e na minha crença, por mim e pelos meus. Teria desperdiçado uma oportunidade que hoje não me perdoaria.

A vida e o aproveitar é o agora. Amanhã podemos não estar.

E se estivermos quem nos garante que as coisas que queremos ver, tocar ou sentir ainda estarão?

Seg | 15.04.19

Ser especial

RP

Desde novos que nos é transmitido que ser diferente não é bom. Até podemos ser educados para respeitar alguém diferente, mas a sociedade em si manda-nos seguir determinados padrões, determinadas condutas e quem não se enquadra está excluído, não é fixe.

Temos que saber abrir os olhos para perceber que cada um é como cada qual. Temos que abrir o coração para aceitarmos (e nos aceitarmos) que não ser o melhor em tudo não faz mal. Que se não somos a “Maria vai com todas” não há problema. Que se todos são x e nós somos y não somos inferiores por isso.

Temos também que abrir os braços aos diferentes, aos “esquisitos”, aos que não se enquadram, aos que se sentem postos de parte. Em vez de julgarmos, tentarmos perceber que por serem diferentes são especiais à sua maneira. Que há algo que os distingue, mas também há algo que os destaca. Que é melhor sermos solitários na sua aceitação que sermos apenas mais um no grupo que os goza, que os martiriza, ou que lhes faz bullying.

Temos que dar atenção,  sermos compreensivos quando as pessoas não se encaixam no mundo. E quem é que decide que mundo é o melhor? Quem sabe se o mundo deles não será até um lugar bom para estar? Onde não há maldade, não há inveja, nem guerrilhas. Há apenas muitos e muitos sonhos.

Ser diferente é ser especial. E quem é diferente não merece ser posto de lado. Merece sim receber amor. E merece que este seja um dos nossos ensinamentos para as gerações futuras. O de respeitar quem é diferente, porque não é a sua peculiaridade que é mau. Mau é quem não sabe perceber o quão especiais eles são.

Dom | 14.04.19

O meu futuro começa agora

RP

Este ano, à semelhança do ano passado, sou uma das oradoras convidadas da iniciativa "O meu futuro começa agora" na Escola Secundária de Resende, onde estudei.

56119861_2172894263040773_7281967997822959616_o.jp

 

Esta iniciativa pretende trazer profissionais de diversas áreas e estudantes universitários que já fizeram parte daquela instituição a falar informalmente num conjunto de palestras sobre as nossas áreas de estudo/profissão. Não é uma espécie de apresentação mas sim até mais para lhes explicarmos que já estivemos no lugar deles e também nós fomos indecisos em relação ao caminho a tomar. Que todos nós tivemos medos e dúvidas.

56496323_2174785549518311_8709048371718914048_n.jp

 

E acreditem que nunca pensei que um dia estaria a servir de exemplo para gerações mais novas. Mas nunca mesmo.

Amanhã estarei acompanhada pelo José António Pereira que em tempos trabalhou comigo em rádio e atualmente é jornalista na RTP e o João Pereira que é locutor na Marcoense. 

Da parte da tarde os alunos tornam a ter que me ouvir (coitados) mas desta vez como Secretária da Direção da Bolota na qual explicarei um pouco o nosso trabalho e tentarei consciencializar para a parte da preservação da Natureza. 

Sex | 12.04.19

Quero fazer contigo o que a Primavera faz com as cerejeiras

RP

"Brincas todos os dias com a luz do Universo.
Subtil visitadora, chegas na flor e na água.
És mais do que a pequena cabeça branca que aperto
como um cacho entre as mãos todos os dias.

Com ninguém te pareces desde que eu te amo.
Deixa-me estender-te entre grinaldas amarelas.
Quem escreve o teu nome com letras de fumo
entre as estrelas do sul?
Ah, deixa-me lembrar como eras então,
quando ainda não existias.

Subitamente o vento uiva e bate à minha janela fechada.
O céu é uma rede coalhada de peixes sombrios.
Aqui vêm soprar todos os ventos, todos.
Aqui despe-se a chuva.

Passam fugindo os pássaros.
O vento. O vento.
Eu só posso lutar contra a força dos homens.
O temporal amontoa folhas escuras
e solta todos os barcos que esta noite amarraram ao céu.

IMG_20190318_104218_118.jpg

 


Tu estás aqui. Ah tu não foges.
Tu responder-me-ás até ao último grito.
Enrola-te a meu lado como se tivesses medo.
Porém mais que uma vez correu uma sombra estranha
pelos teus olhos.

Agora, agora também pequena, trazes-me madressilva,
e tens até os seios perfumados.
Enquanto o vento triste galopa matando borboletas
eu amo-te, e a minha alegria morde a tua boca de ameixa.

Quanto te haverá doído acostumares-te a mim,
à minha alma selvagem e só,
ao meu nome que todos escorraçam.
Vimos arder tantas vezes a estrela d'alva beijando-nos os olhos
e sobre as nossas cabeças destorcem-se os crepúsculos
em leques rodopiantes.
As minhas palavras choveram sobre ti acariciando-te.
Amei desde há que tempo o teu corpo de nácar moreno.
Creio-te mesmo dona do Universo.
Vou trazer-te das montanhas flores alegres, "copihues",
avelãs escuras, e cestos silvestres de beijos.

Quero fazer contigo
o que a primavera faz com as cerejeiras."

 

Pablo Neruda