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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Ter | 31.12.19

Feliz 2020

RP

Se soubesses que o novo ano te concedia um só desejo o que pedias?
Provavelmente o que acabou de te passar pela cabeça...

Schiu... Não verbalizes.
Guarda para ti. Os desejos morrem quando proferidos porque há sempre alguém que quer algo nosso. Não o digas.
Apenas pede... E boa sorte!

Feliz 2020 a todos!

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Seg | 30.12.19

Não adianta só se importar no Natal

RP

Mais um texto fantástico que descobri aqui.

"Não adianta só se importar no Natal. Presenteia o mundo, diariamente, com amor, gentileza e respeito! O espírito natalício desperta nas pessoas uma energia de amor incontestável! E isso é maravilhoso!

Porém, não deveríamos praticar esse espírito de confraternização, de celebração, de amor, não deveríamos celebrar a vida todos os dias? Nunca vou me conformar com o nosso apego ao calendário humano.  Não é uma crítica, apenas uma consideração.

Independente de crenças e religiões, por que estamos sempre a usar uma data como meta para realizar sonhos ou ser melhores? Será que não é possível colocar em prática, um pouquinho a cada dia, toda a bondade, generosidade e empatia que existe dentro de nós?

Não te percas no capitalismo camuflado nessas datas comemorativas. Não te preocupes tanto com a quantidade de presentes. Importa-te mesmo com a qualidade da presença que ofereces aos teus amigos, família e amores. Sim, não adianta só te importares no Natal, comprar um presente legal, e ser relapso no resto do ano. Não adianta caprichar só na ceia, no banquete, se nos outros dias ofereces migalhas.

Resumindo: não esperes até o Natal para fazer alguém feliz, para te reunires com aqueles que amas e celebrares a vida. Não esperes, não. Sê hoje, amanhã e depois, a tua melhor versão. Presenteia o mundo diariamente, com sorrisos verdadeiros, com gentileza, com respeito, com educação e com muito, mas muito amor.

Todos os seres humanos com os quais convivemos merecem o melhor de nós, até aqueles que achas que não merecem nada.

Afinal, só podemos dar o que transborda na nossa essência, então, celebra, sim, o Natal, mas não te esqueças de que todos os outros dias, entre o ano novo e próximo Natal, também importam."

Sab | 28.12.19

Ainda sobre o Natal#2

RP

Este ano fui também desafiada a fazer um artigo para o Jornal A Verdade sobre o que é para mim o Natal.

O Natal é um sentimento é a crónica que escrevi e que partilho convosco hoje.

Quando chega a época natalícia, torno-me repetitiva mas, conto sempre esta história. Houve um natal que o meu padrinho trouxe 3 emigrantes do leste para cear connosco. Conheceu-os no seu restaurante. Eram da Ucrânia e trabalhavam nas obras do Porto, na altura a preparar-se para ser Capital Europeia da Cultura, e almoçavam lá todos os dias. Perguntou-lhes se iam a casa para o Natal, responderam que o passariam no contentor em que dormiam e o meu padrinho com pena apareceu com eles, sem avisar ninguém, na noite de consoada. Na altura oferecia-se prendas a todos.

No meio da troca, a minha prima, que já ia avisada que eles estariam presentes precaveu-se e levou uma para cada um. Primeiro o choque quando ouviram o nome, depois as lágrimas de comoção ao verem que também tinham direito a receber algo. O que era? Um par de meias. Mas isso foi o menos importante.

Nesse natal, com aquele exemplo, aprendi o que em parte já sabia. Que um gesto que o outro tem connosco vale mais que qualquer presente debaixo da árvore. Já passei alguns natais com sorriso de fachada porque apesar de ter imensas prendas, e eu gosto bastante de as receber, não tive os votos de Boas Festas de quem queria.

Que por muita alegria e partilha que houvesse à minha volta faltava algo, ou alguém. É cliché dizer que o melhor presente é estar presente mas para mim é verdade. Traz muito mais alegria saber que alguém querido se lembrou de nós. Traz muito mais alegria termos quem mais gostamos à nossa volta. Mesmo em pequena delirava com o natal e ficava super feliz com os presentes que me davam mas se o meu pai, na brincadeira, dissesse que este ano não íamos passá-lo à aldeia, na altura morávamos em Leça da Palmeira, chorava porque não ia brincar com os meus primos. Não ia ter o calor da família toda reunida e a mesa farta de comida, risos e amor. E assim o natal perdia o encanto.

E é assim nos dias de hoje. Tenho amigos fantásticos que acertam sempre nas prendas, adivinham o que gosto ou o que preciso. Mas todo o amor e carinho deles e da minha família nem sempre é suficiente. Depositamos esperanças em terceiros e achamos que a nossa felicidade depende deles. E depois como não recebemos qualquer resposta, mesmo que já o soubéssemos, ficamos tristes e sem grande vontade de celebrar.

Também há o contrário. Há anos que de tão felizes andamos a cantar o “Last Christmas” já no início de novembro, somos todos sorrisos e votos de Boas Festas a quem passa por nós na rua. Estamos assim porque sabemos que as prendas serão melhores? Não estamos assim porque temos quem queremos por perto. Porque nos sentimos amados e queridos. Porque o natal é um sentimento. O natal é um sentimento. Podem dizer que as pessoas nesta altura são mais falsas e hipócritas eu prefiro acreditar que estão mais sensíveis. Que sentimos mais a falta dos que achávamos que teríamos ao nosso lado. E talvez por isso valorizamos mais quem nos rodeia, quem ainda está connosco.

O natal é um sentimento. O natal são as lágrimas a escorrer pela cara do Oleg (infelizmente não me lembro do nome dos outros dois) a demonstrar gratidão por alguém se ter lembrado dele e atenuado a dor de não estar com a família. O natal é um sentimento. É o sentimento da partilha, é o sentimento de amor, é até o sentimento de magia, basta acreditar. Que tenham um natal mágico e com amor. Com surpresas e risos de criança.

Sex | 27.12.19

Ainda sobre o Natal#1

RP

Partilho convosco a crónica que escrevi sobre o Natal na Bird Magazine.

Na minha primeira crónica da BIRD sobre o Natal, em 2017, escrevi que o melhor presente é estar presente. Na segunda, no ano passado, comentei que não é o que nos dão é como nos tratam. Continuo a afirmar ambas. Continuo a achar que os natais vão perdendo um pouco a alegria por começar a faltar pessoas queridas na mesa. E sim continuo a achar que um gesto vale mais que qualquer presente. E é talvez por isto que continuo a acreditar na magia do natal.

 

Continuo a acreditar na magia do natal como se tivesse 5 anos. Gosto da época e do espírito que nos envolve. Somos mais cínicos e hipócritas dizem alguns. Talvez sejamos. Mas fico feliz por saber que pelo menos uma vez ao ano as pessoas conseguem ser um pouco mais gentis com o outro. Tenho pena que não o sejam no resto do tempo mas pronto fazer pelo menos uma boa ação num dia sempre é melhor que não fazer rigorosamente nada.

Gosto do calor humano que a mesa da ceia de natal transmite. Do reunir da família (mesmo que a minha seja extremamente barulhenta e tenhamos que falar aos berros uns com os outros para nos entendermos). Gosto do misto de felicidade e espanto que a cara dos miúdos demonstra quando estão prestes a abrir mais um presente.  Gosto até das tradicionais meias que nunca falham como presente. Sabes que estás uma pessoa adulta quando ficas agradecida em receber coisas úteis como meias.

Gosto do sentimento de gratidão que nos assola. Somos mais gratos nesta época. Somos gratos pelas pessoas que ainda temos à nossa volta. Somos gratos pelos presentes. Somos gratos por se terem lembrado de nós nem que seja numa simples mensagem. Somos gratos pelo amor. Somos gratos pelas já referidas meias. Somos simplesmente gratos.
 
E gosto sobretudo desta época pela esperança que nos transmite. Esperança que o mundo um dia será melhor. Esperança que a vida sabe o que faz e que o que nos feriu nos tornou mais fortes. Esperança em nós e nos sentimentos que nos movem. Mesmo quando o mundo nos parece trocar todas as voltas.
Qui | 26.12.19

As minhas aventuras no país dos Sovietes

RP

Foi uma das minhas leituras recentes.

Tendo em conta que a minha tese é sobre a política externa russa andei à procura de livros que me ajudassem a compreender melhor a Rússia no tempo glorioso da URSS. E "esbarrei-me" com este livro do português José Milhazes, jornalista, que viveu na URSS em tempos de mudança que coincidiram com o regime e a sua queda.

«Naquela altura, mais precisamente no dia 9 de setembro de 1977, os comboios da linha Póvoa de Varzim-Porto (Trindade) ainda eram movidos a carvão e foi num deles que se iniciou, nessa data, a minha longa viagem ao País dos Sovietes. […] A mala era leve porque, além de não haver dinheiro para mais, eu estava convencido de que não se ia para o Paraíso Terrestre com a casa às costas, porque nesse lugar não costuma faltar nada, à excepção do pecado. Sim, eu ia viver na sociedade quase perfeita, na transição do socialismo desenvolvido para o comunismo.» (sinopse do livro)

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Escrito em jeito de diário o jornalista relata a sua adaptação e todo o ambiente que a Rússia vivia no regime soviético (e as suas limitações). Numa parte inicial fala sobre a infância e as decisões que levaram a que se juntasse ao Partido Comunista Português e posteriormente fosse estudar para a Universidade na URSS.

Aborda a sua vida enquanto cidadão português na URSS e todas as diferenças entre o país de origem e o que o acolheu, incluindo as dificuldades que tinha até em tarefas simples, como conseguir comprar comida.

Relata ainda como surgiu a oportunidade de se tornar jornalista correspondente em Moscovo. 

De salientar que José Milhazes viveu de perto a sociedade durante a URSS, a Tragédia de Chernobyl, a Queda do Muro de Berlim, entre outros acontecimentos. 

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Um livro escrito de forma jornalistica, arriscaria até em jeito jornalismo de viagens, em que de uma forma corrida e simples nos é passada bastante informação sobre os principais acontecimentos que o jornalista viveu de perto.

Uma forma de transmitir aos leigos como nós as mudanças que ocorreram e de nos dar uma ideia da forma como a sociedade vivia e viveu aqueles anos. Não só a pertencente à URSS como também a internacional, tendo em conta a importância que  colapso de uma super potência como aquela representava na ordem mundial.

Definitivamente uma leitura pertinente a quem tem interesse em saber mais sobre uma sociedade tão fechada e cheia de mistérios.  

 

 

 

Ter | 24.12.19

Natal

RP

Já tudo foi dito sobre este dia.

O muito que quisesse escrever iria de encontro ao que tem sido escrito e dito por aí portanto vou ser simples.

Faço votos de um Feliz Natal e que seja uma noite bonita com muita saúde e sorte no sapatinho.

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