Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Seg | 20.01.20

Benefícios de andar a pé

RP

Caminhar na natureza é a minha terapia favorita.

Faço desporto, medito e inspiro ar puro. E sinto falta nos dias em que não caminho.

Como se não bastasse saiu um artigo na Visão, o qual transcrevo aqui, com todos os benefícios associados a andar a pé.

Não sei se será 100% verdade mas que no meu caso me faz sentir bem... isso faz.

«Antes de mais, a caminhada tem essa mais valia de poder ser posta em prática por qualquer pessoa, em qualquer idade, em qualquer lugar – e isto é um ensinamento antigo. Mas o que a neurociência diz agora é que os seus benefícios ultrapassam em larga escala o que é do domínio do senso comum – ou seja, alimentam como nada mais os poderes cognitivos do cérebro. O conselho é que troque o saco de ginástica por um par de sapatos confortáveis e vá passear.

Segundo explica Shane O’Mara, professor de investigação experimental do cérebro no Trinity College Institute of Neurosciences, em Dublin, não se trata apenas de uma experiência pessoal, mas uma leitura de dados racional – e é disso que ele escreve detalhadamente em In Praise of Walking ( que, numa tradição livre quer dizer qualquer coisa como Em louvor da caminhada), o seu novo livro. “Trata-se de ser a favor de uma visão centrada no motor do cérebro, que evoluiu para apoiar o movimento. Portanto, se pararmos de nos mover, não funcionará também”, resume, citado pelo The Guardian. “Se estivermos sentados o dia todo, é fácil sentirmo-nos como um pólipo sem cérebro, mas se conversarmos enquanto andamos, isso faz com que os nossos sistemas sensoriais funcionem muito melhor”, segue O’Mara, trazendo para a conversa outras informações.

Basicamente, são dados e conclusões de um estudo de 2018 em que acompanhou os níveis de atividade e traços de personalidade dos participantes ao longo de 20 anos e descobriu que os que menos se moviam eram os que revelavam as piores alterações de personalidade, pontuando mais baixo nos aspetos positivos: mais preconceito, menos extroversão e agradabilidade.

Além disso, apresentavam taxas mais baixas de depressão. “Durante a caminhada há uma ativação da zona do cérebro que procura soluções para os problemas”, defende ainda aquele investigador, a sublinhar que os sistemas cerebrais de apoio à aprendizagem, memória e cognição são também os mais afetados pelo stress e pela depressão. Mas, curiosamente, como uma mais-valia da evolução, são também o suporte de funções como o mapeamento cognitivo, uma espécie de GPS do nosso cérebro. O mais curioso? Não são as únicas sobreposições entre movimento e saúde mental que o neurocientista identificou. “Um dos nossos superpoderes que é muito negligenciado ativa-se quando nos levantamos e andamos, porque os nossos sentidos são aguçados com o movimento. Assim, o que era silencioso ganha vida de repente e a maneira como o cérebro interage com o nosso corpo muda”, resume.

Há ainda algumas conclusões que é possível retirar dos escassos dados disponíveis sobre caminhadas e lesões cerebrais, insiste O’Mara: “Há muitos indícios de que a caminhada supervisionada pode ajudar a recuperar de lesões cerebrais, porque promove o fluxo sanguíneo e isso contagia outros sistemas elétricos do cérebro” – rematando que quem considera que caminhar não conta como um exercício adequado está a cometer um erro terrível: “O que precisamos é ser muito mais ativos ao longo do dia. Uma hora no ginásio, ao fim do dia, muitas vezes não é suficiente. Já para caminhar só são precisos uns sapatos confortáveis e, eventualmente, um abrigo para a chuva ou que nos proteja do frio.”»

Qui | 16.01.20

Exposição de Pintura "Douro Internacional - Deambulações" de Albertino Valadares

RP

Estará patente de 17 de janeiro a 6 de março de 2020, no Museu Municipal de Resende, a exposição de pintura “Douro Internacional - Deambulações” de Albertino Valadares.

A inauguração da exposição, no dia 17 de janeiro às 17h30, contará ainda com a apresentação do livro referente à mesma por Cidália Santos.

“Douro Internacional - Deambulações” é uma obra retrospetiva de 30 anos de carreira do pintor na qual expõe 30 quadros, pintados apenas com pigmento amarelo e castanho e água sobre cartolina, que representam escarpas, falésias e arribas do Douro.

14. Exposição de pintura.jpg

 

 

Qua | 15.01.20

Escolha

RP

Não me canso de dizer que a autora do Às 9 no meu blog tem sempre as palavras certas na altura certa.

Talvez um dia consiga ser tão serena em aceitar as voltas da vida, talvez...

Até lá vou tentando. E inspirando-me nos textos que ela publica.

Aqui fica mais um.

"es·co·lha
substantivo feminino

acto ou efeito de escolher | opção | preferência | selecção *

acredito no poder das nossas escolhas. acredito nesta liberdade que temos e que pode mudar tudo, todos os dias. acredito na sorte que todos temos de, a todo o momento, poder escolher. e que cada escolha pode ser o princípio de tudo. e então voltar a escolher de novo. e mais uma vez e outra e outra. acredito mesmo no verbo escolher. o escolher o lado bom ou o lado mau. o escolher ser ou ter. o escolher acreditar ou duvidar. o escolher falar ou calar. o escolher andar ou parar. o escolher mudar ou não mudar, escolher ir, escolher ficar, escolher sair, escolher voltar. escolher dizer que não e não ter de explicar, escolher não remoer nos mesmos assuntos (e nas mesmas pessoas), escolher ser mais do que aquilo que nos acontece, escolher dizer sim, bem alto, ao que nos faz bem, escolher círculos de optimismo, escolher uma linguagem de amor, escolher querer o bem aos outros, escolher perdoar, escolher vencer o medo, escolher mudar de discurso interno, escolher mudar de opinião, de certezas e de vida! escolher seguir em frente, escolher ouvir (mais) o nosso coração, escolher (re)começar e fazer tudo de novo."

Ter | 14.01.20

Passeio à Serra do Montemuro - Montis

RP

No dia 18 de Janeiro, a Montis - Associação de Conservação da Natureza organiza um passeio até à Serra de Montemuro, para conhecer as paisagens moldadas pela junção da actividade humana com a Natureza.

O percurso será de cerca de 5,8km pelo topo da Serra e começa com uma visita à fábrica das Capuchinhas uma cooperativa de artesanato que trabalha linho e burel de modo tradicional.

Ponto de encontro: 14:00

Local de encontro: cruzamento de Campo Benfeito (Coordenadas: 41°00'00.5"N 7°55'34.2"W)

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

Seg | 13.01.20

Viaje!

RP

Quem me conhece sabe que sou aficionada por viagens. Gosto muito do nosso país e da terrinha mas há tanto mundo para ver que acho um desperdício não darmos oportunidade a nós mesmos de conhecer outras cidades, culturas, vivências, pessoas, experiências…

O meu conselho para a vida é: viaje! É um remédio para várias dores.

Quando alguém se sente preso a uma rotina, em que os dias parecem todos iguais, em que nada acontece, uma viagem é uma quebra ótima no dia-a-dia. Não há melhor maneira para que algo de novo aconteça.

Quando alguém tem o coração partido uma viagem é sempre um bom medicamento. Enquanto está entretido a explorar o destino não tem tanta tendência a pensar na pessoa que lhe causou sofrimento. Para além de que descobre que há mais gente no mundo. E bem mais interessante…

Quando alguém quer aprofundar o seu conhecimento sobre um local, uma determinada cultura ou idioma, nada melhor que viajar. Ir lá, estar em contacto com os nativos... Já dizia o meu avô: “Vale mais um bom andante que um bom estudante.”

Quando alguém quer descobrir mais sobre si mesmo, ter um maior auto conhecimento, sair da zona de conforto é uma boa opção. Uma viagem sozinho para um lugar em que nada nos é familiar é uma ótima maneira de nos encontrarmos connosco próprios. De sabermos as nossas fraquezas, os nossos medos. E, provavelmente, de descobrirmos que somos bem mais capazes que o que imaginamos.

Portanto o meu conselho é: viaje! A quem me disser “Ah pois é muito bonito mas não somos todos ricos!” eu digo: “Eu também não sou.” Mas a minha condição financeira nunca me impediu de viajar. Tenho 11 países na lista de visitados, alguns em trabalho é certo. Para muitos um exagero, para outros não é nada. Para mim é muito bom mas quero bem mais.

Em vez de ir para hotéis de 5 estrelas vou para hostels. E se na última noite for preciso ficar a
dormir no aeroporto também durmo. Em vez de andar a comer em restaurantes faço as refeições em barraquinhas de rua ou compro em supermercados. Em vez de gastar em tours ando a pé, até conheço melhor a cidade assim. Os voos são de madrugada e em low cost. Não há tanto conforto mas ficam bem mais baratos assim.

Viajar não fica assim tão caro. Por vezes arranjo uma viagem de ida e volta mais barata que uma peça de roupa. Mas, lá está, como tudo na vida há opções a fazer. E eu não me importo de passear por Londres com uma camisola de 5€ da feira. Escolhas!

Portanto viaje! E se não se sente confortável em ir para um local em que não sabe o idioma comece pelo nosso país. Se não quer estar a gastar muito dinheiro faça escapadelas de fim-de-semana. Há tantos lugares e recantos do nosso Portugal bonitos e merecedores de visita.

Viaje! É o meu conselho para 2020. Comprometa-se a pelo menos uma vez por ano ir onde nunca esteve. Não levamos nada desta vida mas será bonito ter uma velhice com recordações de todas as aventuras que tivemos.

E enquanto não puder sair do sítio faça como eu e viaje pelos livros, pelo cinema... Há tanta forma de viajar. O importante é que viaje!

Dom | 12.01.20

O Irlandês

RP

O meu primeiro filme de 2020 foi "O Irlandês". 

 

"A película conta a história verídica de Frank Sheeran (Robert De Niro), um homem que pinta casas para a máfia nos Estados Unidos. Este indivíduo, de ascendência irlandesa, rapidamente nos ajuda a perceber que pintar casas não é só pintar casas. Ou até é, mas de sangue. É um assassino a soldo."

O regresso de Scorsese ao cinema a recordar os bons velhos tempos com Robert de Niro, Al Pacino e Joe Pesci nos principais papéis e a afirmação da Netflix em como sabe o que significa bom cinema.

Para mim peca um pouco a duração, quase 3h30, mas sei que era a forma que o realizador tinha de contar bem a sua história. Acho o papel de Robert de Niro impressionante e cheguei a duvidar mais no final se ele cumpria ou não a ordem imposta mas Scorsese é Scorsese e surpreende sempre o rumo da sua narrativa.

Sim é comprido, mas vale bem a pena perder uma tarde a ver este filme.