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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Ter | 31.03.20

"A rapariga que viveu duas vezes"

RP

"A rapariga que viveu duas vezes" é o sexto e último livro da saga Millennium.

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"É uma narrativa atual, que combina escândalos políticos e jogos de poder com novas tecnologias, genética, expedições dramáticas ao cume do Evereste, e "fábricas" de trolls que criam e difundem notícias falsas, responsáveis por influenciar resultados de eleições ou denegrir a imagem de proeminentes figuras públicas. Um final épico, em que não faltam o humor e situações levadas ao extremo por Lisbeth Salander que, como sempre, na defesa dos seus princípios, não olha a meios nem recorre a métodos convencionais."

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Esta saga foi dos livros que mais me prenderam nos últimos tempos. No primeiro livro a história esteve mais centrada em outros aspetos de vida da personagem principal Lisbeth Salander, no entanto no desenrolar da saga a mesma vai desenvolvendo um percurso que culmina com este volume. A busca chega ao fim.

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E agora o que faço sem a Lisbeth Salander?

 

Qua | 25.03.20

Abandonados

RP

Resende por estes dias está nas bocas de todo o país.

Infelizmente o COVID-19 apareceu, logo nos piores lugares para a propagação, um lar de idosos.

Não tenho familiares como utentes na Santa Casa da Misericórida de Resende mas o profissional de saúde, enfermeiro, que tem aparecido em tudo o que é meio de comunicação social, é um dos meus amigos mais chegados. Está a ser sobrecarregado, para conseguir substituir os 32 colegas que foram de quarentena, com turnos de 24 horas. E quase em burn-out.

Tenho também família lá a trabalhar e a minha amiga e comadre, mãe do meu afilhado de um ano. Todos a trabalhar exaustivamente em prol de não tentar tornar o cenário pior que o que já está. Assim como o Município, a Proteção Civil, e outras entidades. Mas todos os esforços estão a ser poucos. Ontem à noite já noticiamos 22 infetados, sendo 5 funcionários, e 1 vítima mortal. E prevejo que vá aumentar de tamanho porque ninguém está a conseguir ajudar. Ninguém lhes deita a "mão".

E custa-me ver que mesmo assim ainda há pessoas aqui nas suas vidas na maior. Os idosos e funcionários daquele lar têm família que está a sofrer por eles. E o pessoal acha que o que não é com eles, não os afeta.

Tenho um bocado de receio. Não por mim mas pelos meus. Em Itália uma pessoa da idade do meu pai, que não é assim tão velho, já é segunda opção em caso de escolha para acesso a ventiladores.

Os profissionais da Santa Casa não têm quem os ajude. Sentem-se abandonados.

De quem está a viver um pouco mais de perto que o que gostaria deixo-vos o apelo:

FIQUEM EM CASA!!!!

(Para além de apelo também é desabafo... Cuidem-se!)

Seg | 23.03.20

Dicas para apresentações orais

RP

Para quem tal como eu, volta e meia, tem que falar em público (e nem sempre de assuntos em que se domina e se está completamente à vontade), ou até para alunos  que têm que apresentar trabalhos a FNAC publicou um artigo com dicas para nos ajudar, que passo a transcrever:

Caso queiram ler o artigo todo podem fazê-lo aqui.

"Fala devagar

“Isso é fácil dizer”, estás tu a pensar. Quando somos o centro das atenções, principalmente sob avaliação, a única coisa que pensamos é na forma mais rápida de sair dali para fora, e no caso das apresentações orais, é fácil pensares que quanto mais depressa falares, mais depressa tudo acaba. Nem sempre.

A ansiedade faz com que fales mais depressa do que a tua capacidade de raciocinar, o que provavelmente levará a tropeções, palavras engasgadas e frases inacabadas. Pior do que isso, os nervos vão-se notar, tu vais notar que as pessoas estão a notar e será um descalabro. Se falares devagar, com pausas estratégicas, conseguirás dizer tudo o que queres, no tempo estipulado e criar um efeito completamente diferente na audiência – as pessoas vão entender-te, perceber que estás à vontade, não dispersarão e os teus silêncios (o quais podes também aproveitar para reorganizar o teu raciocínio) pontuarão na perfeição o que for dito.

Esta calma fará com que o teu discurso saia mais fluido e sem os clássicos “hmmmm”, “aaaaahmmm”, “tipo”. Além de ficares com um discurso mais limpo, isto obrigar-te-á a pensar antes de falar – acredita, dá jeito.

Contacto Visual

Muito importante. Podes focar-te num ponto acima da cabeça das pessoas, pois parecerá que estás a olhar diretamente para elas – só que não. Vai trocando de ‘alvos’, para não dares a ideia de que estás a falar apenas para uma secção da sala. Isto tem um efeito brutal na atenção da audiência.

Em apresentações orais é comum dares por ti a falar para o boneco, porque as pessoas dispersam, porque têm sono ou porque simplesmente não conseguiste cativar a sua atenção. O contacto visual ajudar-te-á a manter as pessoas interessadas, porque com isso criarás a ilusão de que estás a falar para aquela pessoa.

Isto pode parecer difícil, e ainda mais se já estiveres nervoso, mas com prática vais-te habituar e sentir-te-ás muito mais ouvido.

Atenção à linguagem não corporal

Os teus gestos são sempre um complemento daquilo que dizes. A tua postura e os gestos que fazes com as mãos são os principais agentes da imagem subconsciente que a audiência está a formar de ti. A ênfase que dás a um ponto, a convicção com que afirmas outro, a reticência que deixas a fervilhar com uma questão… tudo isto tem uma influência direta na perceção da audiência.

É importante que domines tiques nervosos e gesticulações das quais não tens total perceção, pois tias gestos podem denunciar a tua ansiedade ou ser uma forma de distração para a audiência. Situações como meteres uma mão no bolso, brincares com o cabelo, abanares os joelhos... Se conseguires erradicar estes tiques e transformá-los numa coreografia gestual para gerar um efeito dramático, serás muito mais cativante.

Não memorizes conteúdo, memoriza conceitos

É um dos erros mais comuns nas apresentações orais. Receias esquecer-te de alguma coisa e passas horas a ler e reler o que vais dizer até memorizares tudo, palavra por palavra. Isso é um bilhete só de ida para o fracasso. Com este método é muito mais fácil esqueceres-te de alguma coisa e entrares em pânico por algo não soar exatamente igual àquilo que repetiste vezes sem conta no dia anterior às 3h da manhã – e quando dás por ela, percebes que a palavra que te faltava era um adjetivo.

A memorização do texto vai sempre passar a ideia de que tens o texto decorado – isso não vai cair bem na avaliação (pelo menos se tiveres professores competentes). Em vez disso, memoriza conceitos, criando pontos centrais pelos quais o teu raciocínio terá de passar – histórias, exemplos, palavras-chave. Esta abordagem trará flexibilidade ao teu discurso, se te esqueceres de alguma coisa conseguirás mais facilmente chegar ao ponto seguinte, porque terás uma apresentação coerente que segue um fio condutor, não terás parágrafos soltos.

Interage

Seguramente um dos aspetos mais difíceis de concretizar, talvez porque tens de estar (ou pelo menos aparentar estar) 100% à vontade. Durante uma apresentação não deves ter medo de levantar questões, de pedir comentários, de fazer a audiência rir ou de contar histórias/fazer comparações para suavizar o ambiente – desde que haja um propósito claro e não fujas ao contexto em questão.

É comum que grandes oradores, como por exemplo Steve Jobs, parem para pedir comparações às pessoas, exemplos de situações/ideias que corroborem o que acabou de ser dito. Quando planeares a apresentação, pensa em momentos onde possas introduzir estes pequenos desafio."

Dom | 22.03.20

Filmes da quarentena

RP

Durante a quarentena voluntária tive tempo para pôr em dia algumas séries e ver um ou outro filme.

Neste post falo-vos de três.

Knives Out

"Harlan Thrombey é um escritor de renome que resolve organizar uma grande festa para celebrar o seu 85.º aniversário. Tudo isto não passaria de uma vulgar reunião familiar não fosse o facto de, no dia seguinte, o velho senhor aparecer morto. Para investigar o caso é enviado Benoit Blanc, um detective conhecido pela sua extraordinária agudeza de espírito. Qual não é o seu espanto quando o investigador percebe que todos os presentes, sem excepção, têm um motivo real para assassinar o patriarca."

Já andava há algum tempo para ver este filme e digo já que merecia ter tido a oportunidade. Mas como tudo na vida acontece no seu devido tempo acabou por ser uma boa surpresa para os tempos cinzentos que ultrapassamos. 

Começamos a trama com a morte e revelação do que aconteceu. Entretanto vamos seguindo o trabalho de investigação do inspetor mesmo que para nós não haja grandes dúvidas do que se passou. Achamos nós. O filme dá uma reviravolta e apanha-nos de surpresa com o que achávamos ser verdade. E é por isso que vale a pena. 

Um misto de policial com comédia. E para mim uma boa revelação da atriz Ana de Armas, que desconhecia completamente.

Mon inconnue

"Raphael e Olivia apaixonaram-se ainda na adolescência. Após dez anos de casamento, ele tornou-se um escritor de sucesso; ela, por seu lado, vivendo um pouco à sombra do marido, abandonou o sonho de uma carreira na música e dedicou-se a dar aulas de piano. Uma noite, o casal tem uma grande discussão. Na manhã seguinte, Raphael acorda numa realidade alternativa onde descobre duas coisas terríveis: nunca chegou a terminar o romance que o tornou famoso; e Olivia, agora uma pianista de sucesso, nunca se cruzou na sua vida."

O filme fofinho. A história já não é nova. É uma espécie de a minha namorada tem amnésia com o twilight. Em Paris porque é um romance e qual a cidade cliché para o amor? No entanto, não deixa de ser um filme que entretém, principalmente àquelas almas românticas incuráveis que acreditam que todos temos aquela pessoa sem a qual nada faz sentido. Não é um filmaço. Mas dá para passar bem um bocado. 

A rainy day in New York

"Os jovens Ashleigh (Elle Fanning) e Gatsby (Timothée Chalamet) formam um casal que planeja uma viagem romântica a Nova York. No entanto, quando chegam no local, os planos mudam: Ashleigh descobre a possibilidade de fazer uma entrevista com o famoso diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber), e Gatsby acaba encontrando a irmã (Selena Gomez) de uma antiga namorada. Ao longo do passeio, Ashleigh e Gatsby descobrem novas paixões e oportunidades únicas."

Já não me lembrava de ver um filme do Woody há algum tempo. O último que vi foi o Café Society quando saiu no cinema em 2016. Eu sei, foi há 4 anos, mas após tantos filmes acaba por parecer que foi há muito mais tempo.

Gosto imenso da forma como retrata a cidades. Barcelona, Paris, Londres e Nova Iorque, sempre Nova Iorque. "Um dia de chuva em Nova Iorque" continua a seguir o género filme de Woody Allen, com Manhattan de fundo, as personagens complexas, há sempre um demasiado complexo, e  o fim nem sempre a ser o que se espera. 

 

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