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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Qui | 31.12.20

2021

RP

"A força dos meus sonhos é tão forte,

que de tudo renasce a exaltação.

E nunca as minhas mãos ficam vazias."

Sophia de Mello Breyner Andresen*

Que as nossas mãos nunca fiquem vazias.

Que tenhamos sempre sonhos, esperança e fé na vida.
Bom Ano 

Seg | 28.12.20

Acredito nas voltas

RP

Hoje trago mais um texto da página "Chocolate não dói".

"Acredito nas voltas que a vida dá. Mesmo naquelas que não consigo compreender no imediato. Acredito que o que é hoje, não tem de ser amanhã. Acredito no amor e acredito em todas as formas de amar. Acredito em luta transformada em esperança e acredito em lágrimas trocadas por sorrisos. Acredito em encontros que não se explicam, em almas bonitas, em sintonias de outras vidas. Acredito em mim e, não obstante o tempo, onde posso chegar. Eu sei que vou. Acredito que haverá coisas boas no caminho. Recuso aceitar o contrário, mais que não seja, por ter ainda a capacidade de sonhar. Acredito em pessoas que o cruzam para o tornar menos tortuoso e acredito, principalmente, no que escuto do meu coração. Eu sei que não será assim para sempre. Eu sinto, não sei explicar, simplesmente sei. Aceito o que a vida me dá, às vezes contrariada, é certo, mas aceito... Talvez por saber que, numa dessas dádivas, possa estar o futuro... Ou um momento. Não importa o tempo, mas a intensidade e a verdade do que é vivido... E eu sei, que um dia a vida dará as voltas certas também para mim... Aquelas que me farão um bocadinho mais feliz do que hoje, aquelas que eu peço baixinho, tantas vezes, para os outros... Um dia serão as minhas."

Dom | 27.12.20

Casa Expresso

RP

Hoje deixo-vos uma reportagem do projeto "Porto, Cidade Aberta".

Escolhi este porque fala na Casa Expresso, um dos restaurantes típicos do Porto, que é do meu padrinho, o senhor careca com bigode, onde para além dele trabalha a minha madrinha, uma tia e um primo. Um negócio de comida tradicional e família.

E como diz o meu padrinho: "Não tenho nada, mas também não tenho problema. Desde que tenha alguma saúde e tempo para viver... O resto não vai nada. Chega-se ao fim da vida e vale zero aquilo que você tem!"

 

Sab | 26.12.20

"Verity"

RP

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Nunca tinha lido nada da autora e, pelos vistos, tive pontaria para escolher com que livro me iniciar no mundo Colleen Hoover.

Segundo a sinopse, "Lowen Ashleigh é uma escritora que se debate com grandes dificuldades financeiras, até que aceita uma oferta de trabalho irrecusável: terminar os três últimos volumes da série de sucesso de Verity Crawford, uma autora de renome que ficou incapacitada depois de um terrível acidente. Para poder entrar na cabeça de Verity e estudar as anotações e ideias reunidas ao longo de anos de trabalho, Lowen aceita o convite de Jeremy Crawford, marido da autora, e muda-se temporariamente para a casa deles. Mas o que ela não esperava encontrar no caótico escritório de Verity era a autobiografia inacabada da autora. Ao lê-la, percebe que esta não se destinava a ser partilhada com ninguém. São páginas e páginas de confissões arrepiantes, incluindo as memórias de Verity relativas ao dia da morte da filha."

O que mais gostei no Verity foi a mente perturbada que tem a personagem do mesmo nome. Ou será que é a escritora? Li-o numa tarde de recolher obrigatório frente à lareira. É daqueles que custa parar. 

E por aqui? Já leram?

Sex | 25.12.20

O Natal do Papá!

RP

"- Papá, conta-me. Como era o Natal quando eras pequenino como eu?
- Não era nada do que pensas. Vais achar que estou a mentir.
- Não vou nada, conta-me. Anda lá!
- Pronto está bem. Mas vais acreditar mesmo que te pareça impossível, está bem?
- Está bem, prometo!
- Ora, quando eu era da tua idade ansiava pelo Natal como tu o fazes agora. Andava sempre a contar os dias...
- Porque tinhas muitos presentes debaixo da árvore, não é?
- Não. Com sorte, tinha um.
- Só um? Não acredito!
- Então? O que é que te disse? Tens que acreditar.
- Tá bem. Mas só um?
- Sim. Sabes, a vida não era como agora. Tínhamos muitas dificuldades. Algo que, para ti, é impensável. Eu tinha um presente debaixo da árvore. E, enquanto fui dos mais novos, entretanto nasceram os teus tios e como eram mais pequenos passaram eles a ter os presentes.
- Hum, isso não é justo!
- Na altura, não me importava. Vi isso acontecer aos meus irmãos mais velhos e já sabia que era o que me esperava.
- Então se não tinhas presentes como é que podias gostar do Natal?
- Bem, pode-te soar estranho mas o Natal não são os presentes. Eu gostava do Natal porque... as pessoas eram diferentes. Eram mais humanas e bondosas. Como sabes a avó não era rica. E nós vivíamos com pouco. Chegando o Natal as pessoas davam-nos coisas para comermos.
- Tipo chocolates e doces? Que fixe!
- Não, tontinha. Davam-nos batatas e couves. Peixe era pedir muito, mas a avó lá conseguia sacrificar um pouco para, pelo menos, na ceia termos mais que batatas cozidas com couve.
- Então e o bolo rei? E as rabanadas, filhóses? O tronco de Natal? O Pão de Ló?
- Com sorte filhóses... Quando se conseguia arranjar a chila. E digo-te, nunca nenhumas me souberam tão bem como as que a tua avó fazia à lareira. Nem as deixávamos arrefecer...
- Hum... Então e o pinheiro? Era assim, bonito e grande, como o nosso?
- Não tínhamos pinheiro. Fazíamos um presépio, pequenino, mas a sagrada família não podia faltar na época. Íamos buscar musgo ao pinhal e enfeitávamos com algodão. Lembro-me dos presépios daquelas famílias mais ricas. Eram grandes e bonitos. Até uma banda de música tinham...
- Uma prenda, batatas com couves e, com sorte, filhóses. Não tinhas pinheiro, só um presépio pequeno... Oh papá, o teu Natal não era grande coisa...
- Aí é que te enganas. O meu Natal era espetacular. No fim do comer ficávamos todos à lareira a conversar enquanto fazíamos tempo para ir à missa.
- À missa? À noite?
- Sim, a missa do galo, que era à meia noite. E quando acabava fazíamos fila para irmos beijar o Menino Jesus, agradecendo as prendas.
- Então, mas as prendas são o Pai Natal que traz.
- Oh filha, isso é agora, no meu tempo era o Menino Jesus.
- Pronto, tá bem. Então? E lembras-te qual foi a prenda que mais gostaste de receber até hoje?
- A melhor prenda que tive recebi-a muitos anos depois e estou agora a falar com ela. Quanto às prendas da época não me lembro de nenhuma em especial. Mas lembro do teu avô a contar histórias. Da tua avó a fazer a comida nos potes ao lume. Da algazarra dos teus tios. Da alegria que havia no nosso riso. E no amor que transbordava pelos nossos olhos. Acho que talvez tivesse sido esse o meu melhor presente. O partilharmos aquela data todos juntos. O ainda estarmos cá todos. O Natal é isso. É aquele estado de espírito que trazemos dentro de nós quando temos quem amamos connosco.
- Eu cá acho que o Natal são aqueles presentes todos que ali tenho. E os doces que vou comer sem que a mãe me chateie que me faz mal aos dentes. E a roupa nova que vou vestir... Desculpa papá, mas o teu Natal era uma seca!
- Talvez te pareça agora... Mas um dia cresces. E percebes."

Qui | 24.12.20

Festas Felizes!

RP

Nunca a frase "O importante é ter saúde" teve tanto sentido como agora.

Nunca a vontade de abraçar foi tão forte como agora.

Nunca a incerteza, a estranheza, a confusão e, até, a frustração, nos emaranharam tanto num turbilhão de sentimentos como agora.

E, no entanto, apenas agradeço. O ano foi difícil, injusto para com alguns de quem gosto muito. Mas eu tive sorte. O português tem sempre sorte, não é? Podia ser sempre pior.

Agradeço. Tive saúde, por vezes mais fraca mas nada que não se superasse, não me faltou comida na mesa, não me faltou afeto (ainda que demonstrado de forma diferente), e, acima de tudo, apesar de alguns sustos pelo caminho, tenho os meus comigo e espero tê-los durante muito tempo.

Faltaram apenas os abraços... Mas esses, um dia, hei-de cobrar! 

Que este Natal vos traga saúde, principalmente isso. A quadra não será nos moldes que a conhecemos mas não precisa de não ser feliz. Como já disse, o Natal está dentro de cada um. E os nossos estão sempre connosco, do lado de dentro, mesmo que fisicamente estejam a milhas de distância. E essa sensação de aconchego, de querer bem e ter quem nos queira bem, não há nada, nem mesmo um vírus, que consiga tirar.

Para 2021 reforço os votos de saúde. E desejo muita força. O ano será desafiador, como resultado de tudo o que se viveu estes últimos meses. E que as nossas mãos nunca fiquem vazias. De sonhos, esperança, fé e amor.

Que a coragem e a perseverança esteja sempre comigo. E com todos vós.

Festas Felizes! Sintam-se abraçados!

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