Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Qui | 06.12.18

Bolota

RP

Já falei aqui sobre a minha afilhada africana e a ONG através da qual tenho o programa de apadrinhamento, a Big Hand. Achei que estava na altura de tornar a utilizar este meio para vos apresentar outra das causas que abraço, a Associação de Valorização e Desenvolvimento Rural do Vale do Cabrum, ou como lhe chamamos, Bolota.

A Bolota nasceu no final de 2017 por um grupo de jovens que decidiu não ficar indiferente a todos os estragos que a desflorestação tem feito no território em que atua. Os seus objetivos são os de defender e valorizar o ambiente e o património natural; reavivar, revitalizar e manter tradições e práticas culturais; organizar, desenvolver e promover ações e atividades concretas perspetivando a dinamização da comunidade e também dos recursos naturais do território; cooperar com todas as forças vivas, instituições e entidades existentes no território e fora dele na prossecução dos seus objetivos; criar e estabelecer parcerias com entidades de similar natureza e atrair, cativar e fomentar a investigação científica. A área de atuação é no Vale do Cabrum que divide os concelhos de Resende e Cinfães, no Norte do País.

Obviamente que a Bolota é ainda novinha e tem muito que palmilhar. No entanto têm-se mantido fiéis e unidos na concretização, ou pelo menos aproximação, dos objetivos pretendidos. Realizaram, neste primeiro ano de existência diversas atividades tais como caminhadas para promover o território não só a quem é de fora do mesmo, mas também a quem pertence e desconhece todas as riquezas que a sua terra contém e sementeiras para reflorestar áreas afetadas pelos incêndios, durante as quais tiveram ajuda da população em geral.

Por vezes as coisas correram muito bem, outras vezes nem tanto. Mas como todos os projetos e como a vida nem sempre tudo corre bem ou como desejamos. Resta escolher entre lamentar o sucedido ou aprender com o erro e melhorar na próxima oportunidade.

Têm em vista novas atividades ainda até ao final de 2018, algumas em áreas de intervenção de um cariz mais diversificado que a área ambiental, e para 2019. Têm também muitos sonhos para tirar da gaveta. E o que seria do mundo se não existissem sonhadores?

Deixo-vos o link para a página do Facebook da associação (www.facebook.com/AVDRVALECABRUM/). Se tiverem curiosidade espreitem! Ninguém vos obrigará a serem sócios (mas se quiserem ajudar estão à vontade) nem sequer a participar nas atividades (mas se o quiserem fazer serão muito bem-vindos.) Podem apenas dar uma vista de olhos mesmo que não sejam da área de intervenção da associação. Quem sabe até tiram de lá ideias para agir no vosso território. As boas práticas nunca são demais.

Esta crónica tem apenas o intuito de apresentar-vos uma associação desconhecida por muitos, mas que se calhar um dia ouvirão falar. E quando esse dia chegar eu já fiz a minha parte começando com este texto. Sonhar não custa, não é?

Despeço-me com um dos lemas da associação:

“A Floresta não tem olhos, olhe por ela.”

46736144_267696673943178_6781506751951798272_n.jpg