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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Sex | 19.07.19

Colocar-se no lugar do outro

RP

A importância de se colocar no lugar do outro é algo que urge nos dias de hoje. Olhamos imenso para o nosso umbigo e fazemos apenas o que achamos conveniente para nós. Mas há determinadas alturas em que as coisas não correm como gostaríamos e perguntamos porque é que uma pessoa nos faz isto ou aquilo. Nesses momentos gostaríamos que elas se pudessem colocar no nosso lugar e percebessem o quão alguma atitude nos está a magoar. Mas como pedir a alguém que faça algo que nós não fazemos?

A dor do outro é menor que a nossa porque não nos dói. Apenas quando nos atinge é que vemos que realmente dói e muito. E que se calhar isto que agora nos faz sentir injustiçados por estar a acontecer connosco infligimos a outras pessoas sem nos preocuparmos com os efeitos colaterais.

Não digo que tenhamos que dizer que sim a tudo. Pela nossa sanidade mental é preciso também saber dizer não e parar de rebaixarmo-nos para agradar tudo e todos por vezes prejudicando-nos a vida e a dos que nos rodeiam. Mas há que pensar sempre nos efeitos colaterais que podem acontecer a uma pessoa desencadeados por uma ação nossa. Pensar se gostaríamos que nos fizessem o mesmo.

Temos que “calçar os sapatos” do outro para perceber se dói ou não. Temos que ser sensíveis ao que não nos afeta diretamente. Será que se fosse eu a adolescente grávida gostaria que me chamassem nomes feios? Será que se fosse eu a miúda gordinha e desajeitada também não choraria em casa com a minha auto-estima baixa por dizerem que sou horrível? Por vezes não medimos o que dizemos, o que fazemos. Fazemos e pronto. Desde que nos safemos, ou não nos prejudique, os outros que se desenrasquem. O problema é deles. Não, não é. Nem pode ser. Não temos que pensar que somos superiores e que o que eles passam não é da nossa conta.

Temos que dar atenção ao outro. Perceber porque é que alguém reclama da mesma situação connosco. Tentar ver que se calhar o que achamos correto da nossa parte se nos colocarmos no lugar dele não é tão correto assim. Encontrar uma maneira de não nos prejudicar mas de pelo menos melhorar a posição da outra pessoa. Um dos grandes desafios da sociedade contemporânea é esse. Ver com os olhos do outro, perceber que nem sempre temos razão. Só descendo do nosso pedestal e sendo sensível se conseguirá derrubar barreiras e construir pontes.

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