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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Dom | 06.01.19

Não namore uma mulher viajante

RP

"Não namore uma mulher viajante. Nunca namore. Não namore uma mulher viajante pois ela é diferente de tudo que você já conheceu. No seu corpo, carrega as marcas de suas aventuras. Na sua mochila, o seu guarda-roupa e sua história. Na sua mente, o ideal de vida que escolheu. Não namore ela. Ela é difícil. Impaciente. Ela é teimosa. Ela teima em não deixar a vida passar. "Qual é o próximo destino?" Ela pergunta. Ela só pensa em viajar.

Eu insisto, não namore. Ela não é fácil de agradar. Porque o que ela deseja, não tem nome, mas eu posso imaginar. Nunca, eu repito... não namore esta mulher. Ela é diferente. Cheia de anseios. Com alma livre e coração de viajante, e muito louca também. Pois existe maior loucura do que acordar e dormir todos os dias, pensando em conhecer o que nunca conheceu? Se ela não sabe, pergunta. Se não tem grana, arruma. Mas não espere que ela siga os clichés que a sociedade estabeleceu. Colecciona diplomas da vida e empregos temporários. Hoje ela é escritora, amanhã é noiva em fuga. Descolada. Proativa. E também insistente. Ela insiste que a vida é uma só. Ela repete: experimente!

Esqueça ela. Ela é um perigo e todo mundo sabe disso. Ela convida você pra ir com ela. Se você for, não tem problema. Se você não for, ela vai assim mesmo. A mulher que viaja conversa com todo mundo. Ela fala, ela escuta. Ela é curiosa. Ela se vira. Ela anda de bike, de ônibus ou de avião. Ela usa mapas, ela usa o google, ela aborda o peão. Não tem frescura, não dispensa aventura. Ela é movida a paixão. Ela se vira. Ela é bola pra frente. É independente. É irreverente. Chega a ser irritante o quanto ela quer conhecer.

Você vai descobrir que uma mulher que viaja é uma conquista frustrante. Muito frustrante! Porque essa mulher não é fácil de impressionar, não é fácil de prender, não é fácil de domar. Porque a liberdade dela é o que a prende. E a prisão do outro é uma zona de conforto. E sobre zonas de conforto, ela não quer saber. 
E por fim, você não me ouviu. Está apaixonado! Se desafie. Coragem! Viaje com ela. "

 

Retirado do blog "Nomades digitais"

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