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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Sab | 06.02.21

O peso da ausência

RP

Passou mais um dia em que, basicamente, me limitei a trabalhar e a viver, o que a vida me proporcionou, até ir dormir.

Desde que não estás a vida tem-se resumido a isto.

Dias e dias, preenchidos com tarefas banais, e rotineiras, para de alguma forma preencher, ou pelo menos disfarçar, o espaço provocado pela tua ausência.

Às vezes, naqueles instantes em que não tenho nada com que ocupar a cabeça, penso como seria a vida se ainda estivesses cá.

Estaria feliz? Ou a tentar ocupar a cabeça para não pensar na frase que disseste, na atitude que tomaste, naquele dia?

Seria melhor ter-te ao meu lado, a viver comigo os desafios, nem sempre bons, que surgem? Ou equacionaria uma forma de te dizer que afinal não resulta e que, por vezes, é melhor enfrentar o mundo sozinha?

Não sei se estaria feliz. Também não posso dizer que esteja infeliz. Afinal o que é a felicidade? São pequenos momentos, certo? Então, tirando aqueles em que sinto o peso da ausência, posso dizer que sou feliz.

Sou feliz quando alguém se lembra de mim. Quando vejo um sorriso gerado por algo que fiz ou disse. Sou, até, feliz por ver os que gosto felizes, mesmo que não tenha nada a ganhar com isso.

Talvez não seja feliz todos os dias. Também não acredito que todo o mundo o seja. Mas vou sendo.

Mesmo que por vezes tenha que ocupar demasiado a vida, apenas, para não me dar conta do quanto ela está vazia.

Sim, o peso da ausência pode ser complicado.

Pode deixar-nos em baixo e, por alguns momentos, fazer-nos sentir infelizes quando nos lembramos algo que gostaríamos de partilhar com determinada pessoa e não podemos porque ela já não está. Já não existe para nós e vice-versa.

Sim, o peso da ausência dói.

Mas também ensina.

Ensina que, apesar de tudo, a vida segue.

E ensina que somos pessoas capazes de continuar mesmo que uma ausência nos pese.

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