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As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

As Taras Da Lina

Geminiana de signo. Nascida à beira-mar e a viver nas montanhas. Gosto de viajar pelo mundo, pelos livros e pelo cinema. Licenciada em Comunicação. Dona de um pastor alemão. Convicta que a vida sabe sempre o que faz.

Seg | 02.03.20

Obras do Fidalgo e Castelo de Arnoia

RP

Trabalhei durante três anos na promoção do território Douro Verde fazendo com que me deslocasse entre Amarante, Baião, Cinfães, Marco de Canaveses, Penafiel e Resende.

Mesmo assim existe um ou outro local de visita obrigatória que me escapou neste tempo todo no terreno.

Aproveitando uma recente ida a Amarante colmatei duas falhas (bem graves).

Uma delas foi as Obras do Fidalgo, no Marco de Canaveses.

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Segundo o site da Rota do Românico "As obras do fidalgo, também conhecidas como casa inacabada de Vila Boa de Quires, são constituídas quase apenas pela fachada principal de um edifício do século XVIII. Em ruínas, com grande profusão de detalhes decorativos, é considerada uma das mais extensas e imponentes fachadas barrocas da arquitetura portuguesa. Os motivos para a não conclusão deste edifício permanecem ainda envoltos em mistério…"

 

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Esta fachada é de fácil acesso e vê-se bem da estrada.

No entanto, aconselho a quem a visitar, a atravessá-la e deixar-se ficar um pouco do lado de trás no silêncio, tranquilidade e até, em parte, misticismo que o ambiente nos transmite.

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Não sei qual o motivo para a obra ter ficado inacabada mas acho que até tem mais encanto assim do que se fosse um edifício completo.

A outra falha colmatada foi o Castelo de Arnoia, em Celorico de Basto. Celorico não fazia parte do território da minha área de intervenção mas fica relativamente perto de Amarante.

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"Castelo românico, situado outrora na Terra de Basto, enquadra-se no movimento de encastelamento que entre os séculos X e XII marcou o território europeu. Na sua estrutura, posicionada no alto de um cabeço montanhoso, destacam-se quatro elementos defensivos: a torre de menagem (cujo último piso e conjunto de ameias foram reconstituídos no século XX), o torreão quadrangular, uma única porta e a cisterna. Foram identificados testemunhos arqueológicos relativos à ocupação da fortaleza entre os séculos XIV e XVI. Esta é já a época de decadência da estrutura que, em tempo de paz, era um mero símbolo de organização administrativa e do poder senhorial que tutelava o território."

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O castelo está aberto à visita. Apenas têm que se deslocar à aldeia do castelo, deixar lá o carro e depois subir a pé até ao monumento.

Pode ser visitado no exterior e interior. Oferece ainda uma visão panorâmica do local.

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Como já perceberam ambos são monumentos da Rota do Românico, um projeto que engloba 58 monumentos de 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega. 

Recentemente lançaram um novo vídeo promocional que partilho convosco.