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As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

As Taras Da Lina

Comunicadora, Sonhadora, Sardenta, Desastrada q.b., Geminiana, Cinéfila, Leitora Compulsiva, Fotógrafa Amadora, Dog Person e Cidadã do Mundo mas a viver em Portugal. Be my guest ;)

Os teus olhos lembram o mar

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. Azuis esverdeados nos dias coloridos qual dia de praia no Verão e cinza quando não estou bem ou os dias estão cinzentos.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E para mim era o suficiente. Quando os problemas surgissem era só ver que se tenho o mar nos olhos então também tenho a força para manter a calma à superfície quando por dentro tudo está agitado. Se tenho o mar nos olhos também tenho a mesma prontidão para contornar os obstáculos depois de ver que bater de frente não é solução tal e qual a água. Se tenho o mar nos olhos então também nos dias em que por muito brava que estivesse se me soubesses apaziguar com a palavra certa toda a ira se espumaria tal e qual a onda quando chega à areia.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E isso nem sempre é bom. O mar não é calmo, nunca será e está apenas à altura do bom marinheiro. O mar também atraiçoa assim como os meus olhos o fazem sempre que tento esconder algo que não quero que se saiba ou quando a boca não está em conformidade com o coração. O mar também destrói. Destrói o que é mau mas também destrói o que é bom. O mar é salgado e tu não soubeste como lidar quando eu em vez de doce era apenas sal.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E eu ouvia e ficava feliz, ridícula, patética como ficam sempre os intervenientes das histórias de amor que acontecem todos os dias. Sim porque se não ficamos patéticos de vez em quando então não é lá grande história. Todos os amores têm sempre um pouquinho de ridículo.

“Os teus olhos lembram o mar” dizias-me tu. E agora passado todo este tempo por vezes pergunto-me: “E tu? Ao veres o mar ainda te lembras dos meus olhos?”

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(imagem retirada da web)

 

Há dias que é tão isto...

 

"Aceita!

Aceita o que a vida te dá. Não te resignes com o pouco, mas não queiras o que não é teu! O que não te pertence. O que não te serve.

Não tentes calçar sapatos apertados! Por muito que eles te pareçam bonitos; por muito que te apeteça calçá-los e por muito que aparentemente eles te fiquem bem, nunca serão a tua medida. Aos poucos, devagarinho, vão começar a incomodar-te. Como uma moinha que vamos aguentando, mas que sabemos que existe. E, aos poucos, devagarinho, começas a perceber que o que querias que te assentasse bem – à força – , o que querias que te servisse, não passa de uma farsa. De um conforto que não existe e de uma felicidade que nunca chega.

O que não é para ti, nunca te servirá. Por muito que tentes. Por muito que queiras. Por muito que desejes. O que não é feito para nós, nunca nos há de ficar bem.

Anda descalça! Sente o chão debaixo dos pés. Sente a vida a tocar-te na pele.

A vida,essa, encarregar-se-á, a seu tempo – que nem sempre é no tempo que desejamos, – de nos mostrar o caminho. De nos trazer os sapatos certos. Os mais bonitos. Os mais confortáveis. Os melhores.

Por isso, aceita!

Aceita o que a vida te dá.

Não fiques em sapatos apertados. Que não te servem. Por muito que queiras usá-los, nunca hás de senti-los teus.

Assim é o amor. Por muito que queiramos que tenha as nossas medidas, se não for feito para nós, nunca nos ha de servir [na alma].

Não fiques em sítios que não têm a tua morada, não te demores em pessoas que não se demoram em ti e não aceites amores que não são teus.

Se na vida só tiveres experimentado sapatos apertados, nunca hás de saber o que é a felicidade de caminhar nuns sapatos confortáveis."

 

Publicação retirada da página do facebook "Só que não"

 

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O Amor não é o dia 14

Esta semana é non-stop, Carnaval para uns, Valentins para outros. É à escolha do freguês. 
 
Quanto a mim o Carnaval já foi. E quanto ao dia dos Namorados bem vou estar fora em trabalho. Sempre posso adoptar o modo "Bridget Jones" e comer gelado enquanto canto o "All by myself" na noite do dia 14 ;) Namorado há mas não está incluido na viagem. 
 
Bem mas para marcar a data, até porque não sei se consigo vir cá antes, deixo-vos a minha última crónica da Bird sobre a minha visão acerca desta data. 
 
Bom Carnaval a todos! E Feliz São Valentim! 
 
"Da próxima vez que a minha crónica sair será, em princípio, mesmo na mouche no dia dos namorados. E para não estragar o dia com o meu romantismo exagerado (já vos disse que sou irónica?) despacho já este assunto hoje. O que significa o dia para mim? Nada. Absolutamente nada. Podem achar que isto é conversa de solteirona ressabiada mas não é. Podia ser mas não, não é. Eu explico o porquê de não me dizer nada. Gosto de receber presentes? Gosto. Gosto de dar presentes? Também. Aliás confesso que até me dá um certo gozo a ver a cara da pessoa quando é surpreendida com algo que não estava à espera. E isto vale para namorados, amigos e familiares. Gosto bastante de pensar no que oferecer, de preferência algo diferente e de ver a reação da pessoa que não estava nada à espera. Agora é obrigatório ser no dia 14? Não. Não é muito melhor receber algo inesperado num dia que supostamente não tem nada de especial para ser comemorado? Uma mulher não se sente mais valorizada quando num dia qualquer tem um presente à espera que a faz ver que a pessoa se lembrou dela sem ser num dia que a televisão, as ruas e toda a gente nos lembra que somos “obrigados” a oferecer algo? Peço desculpa a todas aquelas pessoas lamechas que neste dia só vêm corações. Não tenho nada contra elas… Juro! Mas para mim o amor não é isso.
 
O amor não é o urso de peluche com aquele coração enorme a dizer “I love you”. O amor não é ir jantar fora naquele dia porque toda a gente vai e também temos que ir. O amor não é declarações lamechas em textos de metro e meio nas redes sociais com foto fofinha e depois andar a mandar mensagens ao jeitoso ou à jeitosa que temos como amigos virtuais a ver se quer tomar café connosco. O amor não é o consumismo exagerado que nos entra pelos olhos dentro nas próximas duas semanas na publicidade da TV e nas montras das lojas. O amor é outra coisa.
 
O amor é estar juntos quando tudo corre bem mas principalmente quando as coisas correm mal. É olhar para uma pessoa, perceber os defeitos dela e mesmo assim não a querer trocar por alguém que, aparentemente, nos parece melhor. É querer muito abraçar alguém e no minuto seguinte só apetecer dar-lhe uma bofetada porque nos irritou. (Vá isto pode ser agravado por eu ser de um signo bipolar). É ficarmos contentes e orgulhosos com as vitórias da pessoa e tentar dar ânimo quando as derrotas o desanimarem. É saber que um “Fica bem” e um “Cuida-te” vale mais que todos os corações a dizer I love you que são oferecidos. (Aliás alguém me explica em que tipo de decoração numa casa de uma pessoa adulta é que aquilo fica bem?). E acima de tudo o amor não é algo que se é manifestado a 14 de Fevereiro. Se querem manifestar nesse dia óptimo. Mas é para continuar ao longo dos tempos. Não é dar um presente nesse dia, ir jantar fora e depois andar a faltar ao respeito, desprezar e não mimar ao longo dos outros 364 dias.
 
Acreditem que não tenho nada contra o dia. A sério que não. Tenho é contra a ideia de que neste dia é que deve ser tudo dito, que se deve parecer bonito e o resto dos dias que se lixe. Já passei dia dos namorados solteira, já passei dia dos namorados a namorar. As vezes que fui jantar fora foi com amigas. O que até tem a sua piada porque quando somos só duas passamos por casal. Qual a diferença? Nenhuma. Nunca recebi rosas nesse dia, fora desse dia já. Até gosto de flores mas são presentes que não duram. É irónico no dia do amor receber algo que passado uns tempos murcha não? È que se nos dá para interpretar o presente como a metáfora do sentimento da pessoa deprimimos…
 
Agora a sério. Amem, amem muito. Querem oferecer rosas, ofereçam. Querem fazer textos de metro e meio e propagar ao mundo o quanto gostam de alguém façam. Querem oferecer ursos pirosos mas extremamente românticos ofereçam. Mas façam disso um ato recorrente. Não façam disso apenas a celebração do São Valentim. E se não há cara-metade para celebrar o amor não se preocupem. Há amigos, há família e acima de há aquele amor bastante importante… o amor próprio! Portanto celebrem o amor. É importante que ele seja celebrado. Mas façam-no sempre."

Do Amor que damos só o Amor herdamos

Há cerca de dois meses apadrinhei uma criança órfã moçambicana através de uma organização não-governamental portuguesa. O meu apadrinhamento, uma quantia financeira mensal, permitirá à criança ter direito a cuidados de saúde e a uma educação. Comprometi-me a ajudar desde o 1º ano até ao 12º ano de escolaridade. Era algo que queria fazer já há algum tempo mas estava suspenso, não por má vontade mas, porque queria mais estabilidade financeira. Decidi então que se estivesse à espera de estabilidade ou de um aumento salarial continuaria a adiar. Era este o momento. As pessoas que me conhecem bem apoiaram-me, algumas disseram que admiravam a coragem de me comprometer e nenhuma delas questionou a minha decisão.

Mas há sempre outras pessoas. Aquelas que não compreendem o porquê. E depois fazem-me perguntas do género: “Achas que esse dinheiro chega mesmo lá?”, “Já fizeste contas ao fim de 12 anos de quanto dinheiro vais gastar com uma criança que podes até nunca conhecer pessoalmente?”, “Não havia cá pessoas próximas de ti para ajudar?” ou então “É tudo muito bonito mas e se precisares de um momento para o outro do dinheiro?”. O dinheiro chega lá e vão mandando fotos da criança a mostrar que adquiriram mais isto ou aquilo com a minha “mesada”. Posso conhecer a criança pessoalmente, se me quiser deslocar a Moçambique, a ONG trata de organizar a visita. Agora não mas acho que em 12 anos haverá uma altura em que conseguirei. Também já fiz as contas. É uma quantia considerável no total. Dividida por 12 anos e subdividida por 12 meses aposto que muitos dos que me perguntam sobre contas gastam muito mais com um par de calças. Também sei que há pessoas a precisar de ajuda cá. Não preciso que estejam sempre a lembrar-me disso. Mas apoiei uma causa com a qual me identifico. De certeza que outras pessoas se identificarão mais com causas mais próximas. Eventualmente poderei precisar do dinheiro no futuro mas não será este que me fará falta, será aquele que foi mal gasto com roupa que já não uso ou coisas que nem nunca sequer precisei. Tive uma infância feliz. A minha família não é abastada mas nunca passei fome. Tenho um pai e uma mãe que, feitios e defeitos à parte, sempre me apoiaram nas decisões e sempre foram honestos quando não concordavam com algo. Tive direito a brincar. Tive direito a sonhar que poderia ser o que quisesse no futuro. Tive direito à educação para poder chegar ou pelo menos aproximar-me desse sonho. Tive acesso a cuidados de saúde. É tão banal para nós termos isto que nem nos damos conta da sorte que temos. A minha afilhada não tem pai. Sonha ser professora. Entrou para a escola. Se não for professora pelo menos será alguma coisa. Poderá no futuro cuidar da avó e mãe, iletradas, que agora cuidam dela. Terá agora um maior cuidado a nível de higiene o que também ajudará a não necessitar tanto de cuidados de saúde.

Estou feliz porque no fundo acho que com uma pequena contribuição estou a ajudar alguém a viver melhor. Acham mesmo que o valor mensal que me tiram paga isso? Nada no Mundo paga a sensação de saber que alguém está melhor graças a nós. “Do amor que damos só o amor herdamos” é uma frase conhecida que me diz muito. Este meu amor vai em forma monetária todos os meses para uma criança que só vejo em fotografias. Mas que a cada fotografia nova que me mandam está cada vez mais e mais sorridente. E esse sorriso é o maior agradecimento que posso ter.

 

P.S: Este texto foi a minha primeira crónica da Bird Magazine em Julho do ano passado e pareceu-me o indicado para aqui expôr o apadrinhamento. Comecei esta aventura em Maio. Tem sido deveras gratificante. Se quiserem saber mais a ONG é a Big Hand

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Ainda vou a tempo de vos desejar bom ano?

Quando somos crianças achamos que somos os donos do mundo e que conseguimos tudo. Depois o brinquedo parte e ficamos desiludidas porque era suposto aquilo durar para sempre. Entretanto o joelho esfola e choramos de dor a pensar como é possível que algo tão mau nos aconteça.

Vamos crescendo e o coração parte porque o nosso “fraquinho” acha que não somos boas o suficiente para ele. A auto-estima dói porque as miúdas populares da escola não querem ser nossas amigas. Sofremos em silêncio porque temos boas notas e somos gozadas e chamadas de marronas.

Chegamos à idade adulta e, mais maduras, desvalorizamos todas aquelas dores do passado por serem patéticas. Mas ficamos frustradas porque não temos dinheiro para fazer o investimento que queremos. Ficamos tristes porque para o conseguir deixamos muitas das coisas que nos faziam bem. Damos por nós a trabalhar num local que não tem nada a ver com o que almejávamos e a ir abaixo porque alguém superior não valoriza o nosso trabalho. A ditadura de beleza deita-nos ao chão porque não temos as medidas perfeitas (?!?) das modelos das Victoria’s Secret. E o pior, somos impotentes perante a dor e a doença dos que nos rodeiam e a quem queremos bem.

Talvez a esta hora já deveríamos saber que nada é garantido nesta vida. Que quem nasce só tem uma única certeza é a de que também morre. E mesmo sabendo que é o que nos espera sofremos, revoltamo-nos e entristecemos quando isso acontece.

Talvez a esta hora seria uma boa altura de deixarmos de nos sentir mal pelo que não temos e começar a agradecer tudo o que vivemos. Agradecer as pessoas maravilhosas que passam por nós e lá continuam. Agradecer os lugares que temos oportunidade de conhecer. Agradecer aqueles momentos que nos arrepiam todos os pêlos dos braços. Agradecer por respirar.

Se à morte ninguém escapa talvez seja hora de aprender a viver com isso, a arriscar mais e a vencer os nossos medos. Talvez seja hora de ter tranquilidade no coração, calma na alma e confiança em nós e no que valemos. Em aproveitar o lado bom da vida e a viver de consciência tranquila que enquanto cá estivermos fazemos o que for possível para valer a pena.

Ainda vou a tempo de vos desejar bom ano?

P.S. É bom estar de volta. Nem que seja só com um post :)

O Amor cura

Eu sei que há pessoas que andam envolvidas nas causas humanitárias que apesar de ajudarem os outros fazem-no porque têm benefícios com isso.

Mas há pessoas que lá estão porque de facto gostam de ajudar os outros.

Pelo menos quero acreditar que sim. Quero acreditar que ainda existe boa gente, de bom coração, altruísta que deixa uma vida de luxos (ou pelo menos mais confortável) e vai para o terreno tentar proporcionar uma vida melhor a quem não tem tantos recursos.

Apresento-vos a Anja Rinngren Lovén. Não a conheço, não sei se tem algum benefício em trocar a Holanda por África mas reconheço que não pode ser, de todo, má pessoa.

Acolheu Hope depois de o ter encontrado na rua completamente subnutrido.

Pelo que a notícia dizia, a tribo achou que ele era uma espécie de bruxaria e abandonou-o. Acolheu-o, deu-lhe comida, um tecto e deu-lhe amor.

3 meses depois já não parece o mesmo.

Para quem duvidar o amor cura sim. Sozinho não faz milagres mas ajuda bastante. 

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O Amor é mágico

Não ligo muito ao S. Valentim. Não é por ter ou não par. Acho que o amor é para ser celebrado quando nos apetece e não apenas neste dia. Já tive o coração partido (mais vezes do que gostaria) mas foi isso que me tornou no que sou hoje, que me definiu e me deu defesas para continuar. Apesar disso gosto imenso do Amor, do verbo Amar. Não só o amor pela nossa cara-metade, esse que nos deixa de pernas bambas, estômago embrulhado mas também o amor que temos pelos que nos são queridos. Pelos nossos pais aos quais devemos tudo, pelos nossos familiares que sempre nos apoiam e pelos nossos amigos, aqueles que são mais que família, que celebram connosco mas que também nos ajudam a levantar de todas as derrotas que enfrentamos na vida. A eles todos o meu amor. até porque como cantam os Expensive Soul "O Amor é mágico" e de facto é... Feliz São Valentim!